Buracos infernizam trânsito em Olinda

Enquanto motoristas precisam tomar cuidado para não danificar os carros nas crateras, pedestres têm que olhar pro chão para não cair

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Andar pelas ruas e avenidas de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, tem se tornado cada vez mais um desafio. É impossível passar pela cidade sem enfrentar um dos vários buracos do município. Enquanto motoristas precisam tomar cuidado para não danificar os carros nas crateras, pedestres têm que olhar pro chão para não cair. O incômodo é tanto que as pessoas estão evitando vias mais problemáticas e os comerciantes já começam a reclamar da queda no movimento.

O local mais caótico é a Avenida Presidente Kennedy, que corta os bairros de Vila Popular, Peixinhos, Aguazinha, Sapucaia e São Benedito. Há dez meses, a via se tornou um imenso canteiro de obras por causa da intervenção do governo do Estado através do Programa de Infraestrutura em Áreas de Baixa Renda da Região Metropolitana do Recife (Prometrópole). Após o término da reforma, previsto para maio de 2010, a avenida vai ganhar um corredor de ônibus similar ao que existe na Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife.

Hoje, em alguns trechos, a degradação é tanta que o asfalto desapareceu para dar lugar ao barro. Quando faz sol, a poeira sobe e dificulta a visibilidade de motoristas e pedestres. “Semana passada, tombou um caminhão. Foi refrigerante para tudo quanto é lado. Outro dia, foi um ônibus que quase atropelou um menino. A freada foi tão brusca que uma senhora que estava dentro do coletivo se desequilibrou e caiu”, lembra Ana Cláudia Rosa Lima, 21 anos, que trabalha em uma casa lotérica na avenida.

Nos dias de chuva, a situação fica ainda mais complicada porque a água cobre os buracos e facilita os acidentes. “Sempre que chove fica impossível ver onde estamos pisando e alguém acaba caindo em um dos buracos ou bueiros destampados”, conta o mecânico Everaldo José de Melo, 33. Ele acrescenta que a péssima condição da via está afastando os clientes da oficina onde trabalha. “O movimento caiu muito.”

A insatisfação dos comerciantes foi tanta que a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Olinda se mobilizou para enviar correspondência à Prefeitura de Olinda na última sexta-feira pedindo providências. “A Presidente Kennedy tem o maior polo automotivo do Estado. São mais de 2.000 empresas”, afirma o diretor-executivo, Péricles Pessoa. A organização espera agora que o prefeito Renildo Calheiros chame a diretoria da CDL para uma reunião.

O problema não é exclusivo da Presidente Kennedy. Há 11 dias, a Avenida Carlos de Lima Cavalcanti foi palco de acidente envolvendo um carro e um buraco. Apesar da sinalização improvisada com galhos de árvores e outros materiais, a empresária Alessandra Ribeiro acabou caindo na cratera. O veículo teve dois pneus estourados e a bandeja, estrutura que fica embaixo do automóvel protegendo o motor, quebrada.

Na última segunda-feira, a Prefeitura de Olinda cobriu o buraco com terra e pedras, mas a medida paliativa não agradou. “É até perigoso ficar assim porque pode ceder de novo ou passar ônibus em alta velocidade e lançar pedra em alguém”, afirmou Mércia de Pontes, 26, funcionária de uma casa lotérica próxima ao local do acidente.

Perto dali, outro buraco representa perigo para os motoristas. “Ele abriu há uns 15 dias, após as chuvas. É um milagre não ter acontecido nada até agora, mas, quando chove, essa parte da avenida fica alagada e os motoristas não têm como ver o buraco”, alerta a comerciante Maria Reis, 32.

A Prefeitura de Olinda informou que realiza até dezembro deste ano a operação tapa-buraco. A população reclama que apenas tapar os buracos não adianta. “Os técnicos fazem o recapeamento do piso, mas com o fluxo de carros e o peso dos ônibus, o buraco termina abrindo de novo”, reclama o comerciante Márcio Ronaldo, 41, que trabalha em uma transversal da Avenida José Augusto Moreira.

Perto da loja de Márcio, existe um buraco enorme em frente a uma parada de ônibus. Os canos da rede de esgoto do local estão entupidos e a cratera acaba virando depósito da água que vaza das fossas e não tem para onde escoar. Quem precisa usar o ponto, reclama do mau cheiro e da falta de educação dos motoristas. “Eles passam em velocidade tão alta que jogam toda a água em cima de quem está na parada”, conta a dona de casa Ademilde de César, 55.

Situação semelhante pode ser vista na Rua Sol, no Carmo. Apesar do grande movimento de turistas e carros em direção ao Recife, uma cratera próximo à Secretaria de Saúde do município interrompe a passagem dos veículos em uma das faixas e também acumula água do esgoto. Por enquanto, apenas um cavalete da Prefeitura de Olinda, sem sinalização noturna, chama a atenção para o buraco.

A Prefeitura de Olinda reiterou o compromisso de tapar os buracos das principais vias, mas não deu prazo para resolver os problemas das ruas menores. Em relação ao esgoto, a Companhia Pernambucana de Saneamento afirmou que o problema surgiu no período chuvoso, mas já foi resolvido.

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