Usina brasileira produz etanol no Sudão

O diretor presidente da Dedini, Sérgio Leme, afirma que esse será um cartão de visitas para a empresa no Sudão e na África

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A primeira usina de etanol instalada no Sudão, que será inaugurada oficialmente amanhã (10), é brasileira. Com capacidade para produzir 200 mil litros de etanol de cana-de-açúcar por dia, a usina foi projetada e fabricada pela Dedini, indústria de máquinas e equipamentos para o setor sucroalcooleiro com sede no estado de São Paulo. O negócio foi fechado há dois anos e a usina foi transportada para o país árabe em duas viagens de navio e alguns embarques aéreos.

O diretor presidente da Dedini, Sérgio Leme, afirma que esse será um cartão de visitas para a empresa no Sudão e na África. “É a nossa primeira fábrica na região e acreditamos que o sucesso dessa implantação irá abrir portas no continente”, disse ele em nota divulgada pela assessoria de imprensa da companhia. De acordo com Leme, a Dedini já tem alguns projetos semelhantes em estudo na África.

A usina está funcionando desde o começo de maio. Com destilaria, fermentação e desidratadora, foi comprada pela sudanesa Kenana Sugar Company, empresa que também dá nome à cidade onde a unidade se encontra e que tem forte atuação no mercado de açúcar no país africano.

Segundo Leme, a usina tem possibilidade para duplicar sua produção, fato que já está sendo analisado pela Kenana, que tem planos de expandir ainda mais a planta. O gerente de projetos da Dedini, Gilberto Soares, vai representar a indústria na inauguração oficial. O secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, também vai participar.

O embaixador do Sudão no Brasil, Omer Salih Abubakr, disse à ANBA que a instalação da usina é apenas o começo. “Esperamos ter novas fábricas no Sudão com tecnologia brasileira”, afirmou. Segundo o embaixador, essa inauguração abre oportunidades para que novas empresas brasileiras invistam no Sudão. “O país teve um bom suporte e apoio do governo brasileiro para conseguir formar essa parceria com a Dedini. Esperamos agora formar novas parcerias e joint-ventures com empresas brasileiras”, disse.

“Investir no Sudão é negócio garantido porque é um país com muito potencial, cheio de recursos naturais, terras para agricultura e para criação de animais”, destacou.

De acordo com Alaby, “o negócio entre a Dedini e a Kenana é mais um exemplo da crescente aproximação entre o Brasil e o mercado árabe”.

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