Porto do Rio Grande vai dobrar capacidade

A profundidade do porto passará dos atuais 14 metros para 18 metros no canal externo (fora dos molhes da barra) e de 14 metros para 16 metros no canal interno (entre os molhes e o píer petroleiro)

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Até 2015, o porto do Rio Grande (RS) deve dobrar sua capacidade de movimentação de cargas, alcançando as 50 milhões de toneladas. O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, assinou nesta quinta-feira o contrato com o consórcio formado pelas empresas Odebrecht e Jan de Nul para a realização da dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao terminal. Com o calado, o porto rio-grandino será um dos portos mais profundos do Brasil e dos países vizinhos.

A profundidade do porto passará dos atuais 14 metros para 18 metros no canal externo (fora dos molhes da barra) e de 14 metros para 16 metros no canal interno (entre os molhes e o píer petroleiro). Serão dragados 16 milhões de metros cúbicos com aplicação de R$ 196 milhões, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e destinados ao Programa Nacional de Dragagem (PND) instituído pela SEP. A previsão do início das obras é de 45 dias a contar da assinatura do contrato. O superintendente do porto do Rio Grande, Janir Branco, que esteve nesta semana participando de reuniões na SEP em Brasília, comemorou a notícia. “O bom momento que o porto vive com novos investimentos públicos e privados está sendo completado com a assinatura desse contrato que viabilizará o aumento da capacidade de nosso porto, colocando-o em um novo patamar frente aos portos mundiais”, salientou Branco.

Segundo representantes das empresas, a draga Juan Sebastián de Elcano, que irá realizar as obras, é a maior em operação da América Latina. O equipamento que se encontrava em Omã, no Oriente Médio, já está se deslocando para o Brasil. Com a capacidade de cisterna para armazenar 16,5 mil metros cúbicos, a obra poderá ser finalizada antes do previsto.

Com o aprofundamento os navios que atualmente operam em Rio Grande e não utilizam sua capacidade máxima de carga, devido ao calado, poderão completar sua carga com o aprofundamento, reduzindo os custos de frete. Além disso, com um calado maior o porto terá condições de se habilitar para captar, concentrar e tratar cargas oriundas da Bacia do Prata, como grãos da Argentina, Paraguai e Bolívia, minério de Mato Grosso do Sul e da Bolívia, madeiras do Uruguai e contêineres da Argentina, Uruguai e Paraguai.

Terminais graneleiros registram recorde

O movimento de produtos nos terminais graneleiros Termasa/Tergrasa do porto do Rio Grande superou em maio o recorde que havia sido registrado em abril. Naquele mês o movimento de granéis somou 981 mil toneladas, o melhor resultado em um único mês desde julho de 2007, quando 829 mil toneladas foram movimentadas nos terminais. Em maio, o volume chegou a 1,065 milhão de toneladas.

A soja liderou a movimentação de cargas nos terminais, com 945 mil toneladas, seguida pelo trigo, com 50 mil toneladas. A oleaginosa habitualmente é a carga mais movimentada em Rio Grande e o pico de colheita ocorre em abril. A China foi o principal destino do grão embarcado no porto gaúcho em maio. O país recebeu 82% do total.

O diretor-superintendente dos terminais, Guillermo Dawson, considerou que a logística disponível, que permite a chegada das cargas por vários meios de transporte, e o sistema eletrônico que agenda o desembarque de caminhões no porto colaboraram no desempenho. Além disso, o prêmio pago na operação de soja é positivo em Rio Grande e a estiagem na Argentina e Paraguai prejudicou a oferta do grão nestes países.

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