Porto de Paranaguá amplia espaço para armazenar carnes congeladas

A recente instalação da empresa CAP Logística Frigorificada Ltda., em Paranaguá, aumentou em 5 mil toneladas a capacidade de armazenagem de produtos, no chamado Corredor de Congelados

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A iniciativa do Porto de Paranaguá – em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e empresas – em fazer do Paraná corredor logístico para escoamento da produção nacional de carnes congeladas recebeu novo impulso. A recente instalação da empresa CAP Logística Frigorificada Ltda., em Paranaguá, aumentou em 5 mil toneladas a capacidade de armazenagem de produtos, no chamado Corredor de Congelados: complexo que agrega instalações pública e privadas para atender a movimentação de cargas em Paranaguá. A ampliação na infraestrutura logística para atender esse segmento consolida o Porto de Paranaguá como segundo maior exportador de congelados do País.

Segunda filial paranaense do grupo, a unidade em Paranaguá conta com duas câmaras, que armazenam produtos congelados em temperatura de até 25 graus negativos, e uma antecâmara, com mil metros quadrados, onde a temperatura chega a 8 graus. “O plano de expansão e de crescimento da empresa prevê que a unidade, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), concentre o atendimento no mercado interno e que, em Paranaguá, a estrutura seja voltada às exportações”, revelou o diretor comercial e operacional da CAP Logística, Alejandro Bouret.

De acordo com o executivo, em breve, a empresa irá duplicar sua capacidade de armazenagem, acompanhando o aumento na demanda do mercado, e ampliar a movimentação de 15 mil para 22 mil toneladas por mês, assim que o terceiro turno de trabalho entrar em operação.

De olho no mercado russo, a CAP em Paranaguá já iniciou seu processo de habilitação para exportar. Ainda neste mês, a empresa deverá ser habilitada pelo Ministério da Agricultura para movimentar seus produtos para a Rússia e, também, para a Comunidade Européia, de onde virá uma missão comercial para conhecer a estrutura da empresa.

AUMENTO – Entre janeiro e maio deste ano, os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram perto de 500 mil toneladas de produtos congelados, aumento de 37,4% em relação ao mesmo período de 2008, quando foram embarcadas perto de 360 mil toneladas. Segundo a Alfândega de Paranaguá, o embarque de congelados liderou a participação na receita cambial das exportações, com quase US$ 875 milhões negociados no primeiro quadrimestre deste ano. Comparado ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 20,25% no valor gerado pelas exportações de congelados. Os números de maio ainda não estão consolidados.

“Entre janeiro e abril, tivemos resultados muito bons e acredito que, assim que forem concluídas as estatísticas de maio, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), continuaremos nesse patamar positivo”, avaliou Péricles Salazar, presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná, (Sindicarne-PR).

No ano passado, das 3,2 milhões de toneladas de carne de frango exportadas pelo Brasil, o Paraná respondeu por 1,1 milhão, ou 35% do total. Das 509 mil toneladas de carne suína exportadas, 16% saíram pelo Paraná (85,2 mil toneladas). Já com relação à carne bovina, das 1,1 milhão de toneladas exportadas, em 2008, 63,8 mil toneladas saíram pelo Paraná ou o equivalente a 5,7% do total.

MERCADO – Para Péricles Salazar, a abertura do mercado chinês para o frango brasileiro foi uma vitória para a economia nacional e para toda a cadeia produtiva. “A China é um mercado exigente e que, depois de muita luta por parte do Ministério da Agricultura, tem o Brasil como seu fornecedor”, explicou.

Enquanto o mercado chinês inicia seus negócios com o Brasil, um antigo cliente deverá se manter entre os principais compradores dos produtos brasileiros: a Rússia. “O país continuará comprando bastante carne bovina, principalmente. Com a crise, os preços ficaram altos e houve pequena retração, mas aos poucos o mercado russo está voltando a comprar”, divulou Salazar.

O otimismo com a abertura de novos mercados é compartilhado entre os empresários do setor logístico. “A abertura do mercado chinês trará novas parcerias comerciais. Estamos otimistas. Em função desse grande mercado, nossos clientes abrem novas prospecções de negócios com menos travas burocráticas”, avaliou o diretor da CAP Logística, Alejandro Bouret.

Segundo Bouret, a exportação de aves congeladas lidera as estatísticas da empresa, mas com o início das operações para a Rússia e Comunidade Européia, os embarques de carne suína e bovina deverão crescer. “O Brasil é um país com vocação para exportação e acreditamos na produção nacional para atender à crescente demanda internacional. Nossos clientes são os mais preparados para a produção de alimentos e a evolução desse setor no Brasil foi impressionante”, disse Bouret.

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