Vale anuncia redução de aportes em 36,5% este ano, para US$ 9 bi

O novo orçamento prevê aportes de US$ 9,035 bilhões, queda de 36,5% em relação aos US$ 14,235 bilhões estimados em outubro de 2008

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A Vale anunciou ontem um corte drástico em sua previsão de investimentos em 2009. O novo orçamento prevê aportes de US$ 9,035 bilhões, queda de 36,5% em relação aos US$ 14,235 bilhões estimados em outubro de 2008. Segundo a mineradora, os valores foram revistos em função da redução dos custos dos projetos diante do novo cenário econômico, a atrasos pela demora de concessões de licenças ambientais, e pela simplificação de alguns empreendimentos.

Estão reservados US$ 5,930 bilhões no desenvolvimento de projetos, o equivalente a 65,6% do total. A manutenção das operações existentes consumirá US$ 2,074 bilhões, o correspondente a 23% de todo o montante. Já o investimento em pesquisa e desenvolvimento terá US$ 1,031 bilhão. Os projetos ligados a minerais não-ferrosos receberão US$ 3,109 bilhões, acima dos US$ 2,302 bilhões que serão destinados a empreendimentos de minerais ferrosos. Os gastos com logística totalizarão US$ 1,858 bilhão, sendo que a maior parte desse valor será voltada para o plano de expansão de capacidade de produção de minério de ferro. O investimento em energia terá US$ 630 milhões, e outros US$ 578 milhões estão reservados para o desenvolvimento de projetos no segmento de carvão.

Analisados individualmente, os projetos que receberão mais recursos em 2009 são os da linha de transporte marítimo (US$ 595 milhões), o projeto de Goro, na Nova Caledônia, (US$ 520 milhões), a expansão de Carajás, no Pará (US$ 455 milhões) e Onça Puma (US$ 435 milhões).

Negociações de preço

Enquanto isso, continuam as negociações da renovação de contratos para venda de minério de ferro para os países asiáticos. As mineradoras globais lideradas pelas três grandes – Vale, Rio Tinto e BHP Billiton – podem começar a fechar acordo com as siderúrgicas coreanas e japonesas para reduzir em cerca de 30% a 35% o preço do minério de ferro, segundo fontes próximas às negociações.

Isso pavimentaria o caminho para um acordo com as siderúrgicas chinesas lideradas pela Baoshan Iron & Steel, que estão insistindo num corte de 40% nos preços de referência para o ano de contrato 2009-2010, acrescentou a fonte. “Você pode estar certo de que as mineradoras não vão aceitar os 40% a 50%”, afirmou a fonte que preferiu não ser identificada.

As negociações sobre os novos preços estão bem atrasadas. Assim que concluídas, os novos preços entrarão em vigor retroativamente desde o dia 1º de abril último. (Panorama Brasil)

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