Randon discute nova flexibilização da jornada

A votação está marcada para amanhã e o resultado será conhecido na manhã do dia seguinte. Na Randon Implementos, 30% dos empregados estão dispensados da votação, em função de uma pequena reação em alguns mercados específicos, como o de tanques

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Cerca de cinco mil empregados da Randon Implementos, Randon Veículos, Master, Jost e Suspensys, pertencentes ao grupo Randon, de Caxias do Sul, voltam a decidir nas urnas a adoção de uma nova prorrogação da jornada de trabalho, desta vez, para os meses de maio, junho e julho.

A votação está marcada para amanhã e o resultado será conhecido na manhã do dia seguinte. Na Randon Implementos, 30% dos empregados estão dispensados da votação, em função de uma pequena reação em alguns mercados específicos, como o de tanques. Para a medida poder valer é preciso alcançar índice mínimo de 62% dos votos válidos.

Como da vez anterior, serão cinco dias parados em cada um dos meses para todos os níveis hierárquicos. O que muda, contudo, é a forma do cálculo de desconto: ao invés de a empresa bancar 50% e o trabalhador os outros 50% dos dias parados, desta vez serão subtraídos 10,8% do salário de cada um, seguindo a proporção de 35% pagos pela empresa e 65% por conta do funcionário.

A alteração na forma de desconto segue determinação de inclusão de um novo aditivo ao acordo trabalhista da categoria, firmado no dia 26 de março.

No mês de maios os trabalhadores vão parar nos dias 8, 11, 15, 18 e 25 (26 de maio é feriado municipal, dedicado a Nossa Senhora de Caravaggio, padroeira de Caxias do Sul); em junho, os dias parados serão 1º, 12, 15, 22 e 29; e em julho, nos dias 6, 13, 17, 20 e 27. “Houve melhora, pequena, mas houve, mas insuficiente para que todas as atividades estejam a pleno”. “Tomara que possamos cancelar algumas destas datas”, comenta a diretora corporativa de recursos humanos, Maria Tereza Casagrande.

De acordo com o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de material Elétrico de Caxias do Sul (SIMECS) 27 empresas já adotaram o sistema de flexibilização da jornada de traba-lho, envolvendo 13 mil empregados. Entre outubro e março aproximadamente quatro mil metalúrgicos foram demitidos. “Sem flexibilização mais 3,5 mil pessoas poderiam ter perdido o emprego”, avalia uma fonte da entidade. No estado, a estimativa de demissões atinge 18 mil metalúrgicos entre outubro e março.

A Marcopolo, também com sede em Caxias do Sul, que adotou a flexibilização somente para os meses de fevereiro e março, num total de nove, não pensa em renovar a medida.

Em abril, a empresa não fez uso da flexibilização e não há nada previsto, pois a programação foi feita para cobrir a demanda de mercado. Para maio e junho a expectativa é de crescimento dos volumes de produção. (Guilherme Arruda – Gazeta Mercantil)

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