Estradas de Tocantins dificultam transporte da região Norte para estados do Centro-Sul do país

As estradas do estados Tocantins usadas para escoar a produção de farinha de Paragominas, localizada no Pará, estão intransitáveis, causando prejuízo de cerca de R$ 1 milhão ao município

Porto de Itajaí vai assumir dragagem
Mantega deve receber amanhã estudo sobre dilatação de prazo de pagamento de impostos
Caminhões: Menor produção para enfrentar a derrubada nas exportações

As estradas do estados Tocantins usadas para escoar a produção de farinha de Paragominas, localizada no Pará, estão intransitáveis, causando prejuízo de cerca de R$ 1 milhão ao município. A estimativa é do prefeito da cidade, Antônio Mota.

Segundo ele, além de provocar danos relacionados à infraestrutura, as chuvas afetam áreas como saúde e educação. Mota disse que 70% dos estudantes do município não estão conseguindo chegar às salas de aula.

“Além de atingir cerca de mil famílias diretamente, as enchentes do Rio Araguaia deixaram intransitáveis 12 estradas municipais, todas importantes para o escoamento da farinha produzida pelos seis assentamentos de sem-terra, que são de grande relevância para a economia do município”, lamentou Mota, que participa de um encontro de prefeitos no Senado.

Ele explicou que, por causa das chuvas, os assentados também não conseguem produzir nem vender a farinha, seu principal produto. “Não existem mais estradas municipais para o acesso a esses assentamentos localizados a cerca de 100 quilômetros da cidade. Com isso, o trasporte escolar também ficou totalmente prejudicado.”

Em Paragominas, não há Defesa Civil e a cidade ainda não teve condições de decretar estado de calamidade pública. “Já fizemos contato com o governo de estado e daremos início a esse processo”, afirmou o prefeito.

O município tem 5,2 mil habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e 7,8 mil, de acordo com os agentes de saúde municipais, que também têm suas atividades prejudicadas em função das dificuldades de locomoção.(Pedro Peduzzi – Agência Brasil)

Link para a matéria

COMMENTS