Ecorodovias fecha apólice de R$ 350 milhões com Itaú

Segunda no páreo, a Primav Ecorodovias é a bola da vez. E ontem, numa só tacada, apresentou garantias de R$ 700 milhões antes mesmo de ser oficialmente homologada e pediu a impugnação da contestação judicial da concorrente

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Mesmo após o leiloeiro bater o martelo em outubro do ano passado, a disputa pela concessão da rodovia paulista Ayrton Senna/Carvalho Pinto continua acirrada. Na época, a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) venceu mas não levou, porque não pagou a primeira parcela da outorga, de R$ 118 milhões, e não apresentou as garantias contratuais, que poderiam ser uma apólice de seguro garantia ou fiança bancária ou dinheiro vivo. Foi desqualificada pelo governo paulista e agora briga na Justiça.

Segunda no páreo, a Primav Ecorodovias é a bola da vez. E ontem, numa só tacada, apresentou garantias de R$ 700 milhões antes mesmo de ser oficialmente homologada e pediu a impugnação da contestação judicial da concorrente. “A tese apresentada pela concorrente é que haveria crise sistêmica, mas quatro das cinco empresas vencedoras da mesma concorrência já assinaram contratos, entregaram garantias e já estão operando”, afirma Marcelino Rafart de Seras, diretor-presidente da Ecorodovias. “Cada dia que passa o usuário está pagando uma tarifa que conosco seria quase a metade”, acrescenta. A oferta da companhia teve um deságio de 45,4% na cobrança de pedágio.

Dos R$ 700 milhões, R$ 350 milhões compõem apólice de seguro garantia 100% ressegurada pela Itaú Seguros e outros R$ 350 milhões em financiamentos negociados com o Itaú Unibanco. O executivo não divulgou as condições das operações. A Ecorodovias prevê investimento total de R$ 859 milhões durante os 30 anos de concessão.

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