Dyna e MWM retomam as vendas externas

A Dyna, que já tem sua marca no mercado de reposição no exterior, agora vai enviar limpadores de para-brisa para uma grande fabricante de caminhão na Europa, como estratégia para compensar a redução das encomendas das montadoras no Brasil

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A Eletromecânica Dyna, fabricante brasileira de limpadores de para-brisa, e a MWM International, subsidiária brasileira da Navistar, fabricante americana de motores e caminhões, se preparam para retomar suas exportações, apesar das incertezas com relação à retomada do mercado mundial.

A Dyna, que já tem sua marca no mercado de reposição no exterior, agora vai enviar limpadores de para-brisa para uma grande fabricante de caminhão na Europa, como estratégia para compensar a redução das encomendas das montadoras no Brasil. O contrato será fechado em junho e os primeiros embarques começam em julho deste ano. “Vamos equipar toda a linha de produção de caminhões de 7 a 44 toneladas”, disse à Gazeta Mercantil Celso Liberal, diretor comercial da empresa.

Já a MWM International vai enviar motores diesel MaxxForce de 3,2 litros para a Clark Eng Ltd., empresa que desenvolve e produz ônibus para a Daewoo Bus Corporation, na Coréia. “A produção começará no segundo semestre de 2011, com o modelo que atende a norma Euro 5 na Coréia. Depois vamos fabricar os motores que atendem a Euro 3 e Euro 4 em vigor na Índia, China e outros países do sudeste asiático”, disse Roberto Alves, gerente de marketing da empresa.

A previsão da MWM International é de enviar inicialmente 5 mil motores em 2011, volume que subirá para 12 mil unidades em 2012, 20 mil em 2013 até chegar a 25 mil unidades em 2014. A empresa calcula que o novo negócio acrescente US$ 220 milhões ao faturamento, que neste ano deverá atingir US$ 915 milhões na América do Sul, 8,5% abaixo de 2008, quando totalizou US$ 1 bilhão.

Segundo Alves, a subsidiária brasileira é a única unidade dentro da corporação que produz os motores adequados para os veículos da Daewoo. “A participação da operação brasileira é muito importante para o processo de globalização da Navistar. Depois da China e da Índia agora vamos vender os produtos brasileiros na Coréia”, destacou o gerente.

Momento favorável

Segundo o diretor comercial da Dyna a conjuntura atual está muito favorável para a indústria de autopeças brasileira. “A concorrência agora se dá em outro ambiente e a crise mundial está dando oportunidade a mais para os países integrantes dos Brics – Brasil, Rússia, Índia e China”, afirmou Liberal.

Nesta disputa do mercado internacional a Dyna desbancou um tradicional fornecedor europeu. “Estamos aproveitando o vácuo deixado pelas grandes empresas, que estão quebrando ou se fundindo na Europa para buscar novos negócios no mercado de caminhões, um segmento ainda pouco explorado pelos chineses”, disse o diretor da Dyna. “Além do preço menor, a Dyna venceu o concorrente também pela qualidade dos seus produtos”.

No mercado de caminhões os limpadores de para-brisa da Dyna já é uma marca que já está nos Estados Unidos, onde está presente há 20 anos, com o fornecimento para a Freightliner, fabricante de caminhões e a Thomas, que faz ônibus escolar. Com a crise mundial os embarques para o mercado americano caíram 40%. “Mas não deixamos de exportar para os EUA e vamos compensar a perda com novos negócios na Europa”, disse Liberal.

Em 2008 a Dyna produziu 19 milhões de limpadores de para-brisa e exportou 15% do total. Para este ano, a meta da empresa, segundo Liberal, é aumentar os embarques para 25% para manter a produtividade das suas fábricas e garantir o emprego de 900 pessoas. Para as montadoras prevê enviar 45% da sua produção e ao mercado de reposição os 30% restantes.

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