Brasil puxa lucro da GM na América Latina

No mundo a General Motors perdeu US$ 6 bilhões no primeiro trimestre, uma vez que as vendas caíram 40% e a receita foi reduzida quase pela metade

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As operações da General Motors na região LAAM (que engloba América Latina, África e Oriente Médio) mais uma vez garantiu resultado positivo para a companhia, ao fechar o primeiro trimestre de 2009 com lucro líquido de US$ 42 milhões, recuperando a perda de US$ 154 milhões que havia registrado no quatro trimestre de 2008. Já a receita da empresa na região teve uma queda de 29%, passando de US$ 4,8 bilhões para US$ 3,4 bilhões, informou ontem a montadora em comunicado.

No mundo a General Motors perdeu US$ 6 bilhões no primeiro trimestre, uma vez que as vendas caíram 40% e a receita foi reduzida quase pela metade.

A montadora divulgou ontem que estava gastando seu caixa reserva mais rápido que nunca à medida que caminha em direção ao prazo de 1° de junho dado a ela para que reduza a dívida e os gastos ou peça concordata (segundo as leis americanas).Mas o número mais preocupante são os US$ 10 bilhões em dinheiro que a GM consumiu em três meses, o equivalente a US$ 113 milhões por dia. Isso é quase duas vezes a taxa de gastos da companhia no quarto trimestre.

A partir de 31 de março, a companhia contava com US$ 11,6 bilhões disponíveis, quase o nível mínimo de liquidez que a General Motors dizia precisar para se manter em operação. Desde então, o governo emprestou US$ 2 bilhões adicionais.

Ponto de equilíbrio – “Os resultados relativos ao primeiro trimestre ressaltam a importância da execução do plano de viabilidade revisado pela GM, que vai mais além e mais rápido a fim de reduzir nosso ponto de equilíbrio”, disse em um comunicado o principal executivo da GM, Fritz Henderson.

A perda relacionada ao primeiro trimestre, igual a US$ 9,78 por ação, é a oitava perda trimestral consecutiva da General Motors. Um ano antes, a companhia havia perdido US$ 3,3 bilhões, ou US$ 5,80 por ação.

Excluindo itens especiais, a GM perdeu US$ 5,9 bilhões, ou US$ 9,66 por ação, que é menos que os US$ 6,7 bilhões que os analistas estavam esperando que a companhia perdesse. A receita caiu 47%, para US$ 22,4 bilhões.

A GM fabricou 1,33 milhão de veículos globalmente no primeiro trimestre, 903.000 a menos que o que fabricou no período de janeiro a março de 2008. O diretor financeiro da General Motors, Ray Young, chamou ontem a redução de “impresisonante” em uma conference call com analistas e investidores.

Termos similares poderiam descrever o rápido aumento na dívida da GM à medida que ela tenta enfrentar a queda global nas vendas de veículos novos. A GM tinha uma dívida de US$ 54,4 bilhões a partir do dia 31 de março, incluindo US$ 15,4 bilhões que ela tomou emprestado do governo federal desde dezembro, um aumento em relação aos US$ 33,3 bilhões um ano antes.

A General Motors diz que precisa de US$ 11,6 bilhões a mais em empréstimos federais. Mas há uma probabilidade cada vez maior de que a montadora vá, ao contrário, terminar no tribunal de concordatas no final deste mês, particularmente depois do pedido de concordata da Chrysler na semana passada.

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