BR Vias assume trecho da Marechal Rondon

Para assumir o trecho, a BR Vias depositou R$ 82 milhões na conta do governo paulista no fim de março e comprometeu-se a pagar mensalmente outros R$ 18 milhões para quitar a outorga, de R$ 411 milhões

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A BR Vias assume a partir de hoje a operação do trecho oeste da Marechal Rondon, um dos últimos lotes licitados pelo governo paulista no fim do ano passado que ainda estavam sob administração da Dersa. Formado por uma associação entre uma empresa da família Constantino, dona da Gol, e a construtora WTorre, a BR Vias foi de início desqualificada pelo governo paulista, que não aceitou as garantias apresentadas pelo consórcio. A empresa recorreu do resultado e conseguiu homologar o resultado em 7 de março.

Para assumir o trecho, a BR Vias depositou R$ 82 milhões na conta do governo paulista no fim de março e comprometeu-se a pagar mensalmente outros R$ 18 milhões para quitar a outorga, de R$ 411 milhões. Além disso, precisará investir outros R$ 1,2 bilhão em melhorias na rodovia e em mais 33 estradas vicinais incluídas no lote, totalizando 417 quilômetros.

Segundo o executivo Wagner Luís Aêre, responsável pela nova operação, quase todos os investimentos serão feitos nos primeiros dez anos da concessão, de 30 anos. A maior parte dos gastos deve ir para a construção de 89 quilômetros de vias marginais nos trechos urbanos da rodovias, os principais deles em Bauru, Lins e próximo a Araraquara. O trecho assumido pela BR Vias vai da fronteira com o Mato Grosso do Sul até o cruzamento com a BR 153, em Bauru. A sede da concessionária, batizada ViaRondon, ficará em Lins.

Para o presidente da nova empresa, a crise financeira não deverá afetar o fluxo de veículos na estrada, e nem o fluxo de caixa da operação. O movimento de veículos é atualmente de cerca de 13 mil veículos ao ano, quase 30% composto por caminhões. Segundo o executivo, como em outras rodovias paulistas, o fluxo cresceu muito entre 2007 e 2008 mas a tendência foi revertida no início deste ano. A previsão é de que em 2009 a movimentação ficará estável.

Com a nova concessão da BR Vias, apenas uma entre as cinco rodovias licitadas pelo governo de São Paulo em outubro de 2008 ainda não foi entregue à iniciativa privada. Segundo trecho mais cobiçado do pacote, a Ayrton Senna/Carvalho Pinto continua administrada pela Dersa, depois de a Triunfo Participações e Investimentos ter sido desqualificada pela agência reguladora das rodovias paulistas (Artesp) em 24 de março. A Artesp entendeu que a empresa não havia apresentado as garantias necessárias e chamou a segunda colocada na licitação, a EcoRodovias, que já administra, entre outras, a Imigrantes.

A Triunfo pede mais prazo para conseguir a apólice de seguro garantia exigido pelo edital, algo que, alega, estaria dificultado pelo ambiente conturbado no mercado internacional de resseguros. A empresa diz que ainda poderá recorrer da decisão. O edital da Ayrton Senna exige o pagamento de R$ 594 milhões em outorga e a realização de R$ 903 milhões em investimentos.

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