ANTAQ e governo do Piauí irão trabalhar pelo projeto de viabilidade da hidrovia do Parnaíba

De acordo com estudos da Agência, a hidrovia do Parnaíba, quando implementada, incrementará a economia de quatro estados: Piauí, Maranhão, Tocantins e Bahia, totalizando 128 municípios

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A ANTAQ e o governo do Piauí irão trabalhar pelo projeto de viabilidade da hidrovia do Parnaíba. A idéia é concluir esse estudo o mais rápido possível e apresentá-lo ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

De acordo com estudos da Agência, a hidrovia do Parnaíba, quando implementada, incrementará a economia de quatro estados: Piauí, Maranhão, Tocantins e Bahia, totalizando 128 municípios. Atualmente, essa área de influência produz quatro milhões de toneladas de grãos. Para 2012, esse número chegará a 7,6 milhões de toneladas. O objetivo é fazer com que essa produção seja transportada utilizando a navegação interior.

O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, destacou durante o Seminário sobre a Hidrovia do Parnaíba, ocorrido no último dia 6, em Teresina, a importância de se transportar cargas pelos rios. “É muito mais barato, polui menos o meio ambiente, aumenta a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. As vantagens do transporte hidroviário são muitas”, afirmou Fialho.

O diretor-geral ressaltou, ainda, a necessidade da multimodalidade. “É preciso integrar o rio Parnaíba com os modais rodoviário e ferroviário. Apenas com a multimodalidade e com uma matriz de transporte equilibrada é que o país crescerá”, destacou.

O governador do Piauí, Wellington Dias, que também participou do evento, afirmou que vai trabalhar para concluir o projeto de viabilidade da hidrovia. “O que salvará o Parnaíba é sua viabilidade econômica. Precisamos mostrar que o rio é importante para a sociedade. O Parnaíba deve servir para pesca, energia, navegabilidade, produção de alimentos. É um equívoco querer proteger o rio como uma peça de museu”, apontou o governador.

Depois de participar da abertura do seminário, Fialho ainda proferiu palestra sobre o tema “Um novo olhar do Brasil sobre as hidrovias”. Em sua apresentação, o diretor-geral reforçou a importância de se equilibrar a matriz de transporte brasileira.

O diretor-geral informou que o Brasil transporta 7% da produção de grãos por meio de hidrovias. Nos Estados Unidos, esse número chega a 61%. “Por isso, a soja norte-americana tem alta competitividade no mercado internacional. Nos Estados Unidos, o complexo do Rio Mississipi é bastante utilizado para o transporte de grãos, já que esse modal é muito mais econômico”, explicou.

Fialho, no entanto, afirmou que o Brasil está passando por um momento de mudança. “O uso das hidrovias começou a ser defendido por vários órgãos, entre eles o Meio Ambiente e a Agência Nacional de Águas”, citou, ressaltando que para a hidrovia existir é preciso preservar as matas ciliares.

“Precisamos superar esses equívocos ambientais de que implementar hidrovia prejudica o meio ambiente. Pelo contrário. Não há hidrovia se não tiver matas. Além disso, o transporte hidroviário emite menos poluentes na atmosfera do que os outros modais”, frisou.

O gerente de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Interior da ANTAQ, Adalberto Tokarski, também palestrou no evento. Ele abordou o tema “Viabilidade econômica e ambiental da hidrovia do Parnaíba”.

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