A paralisação do trânsito

Se não forem tomadas providências adequadas e de imediato, o trânsito de Porto Alegre irá entrar em colapso antes do previsto há algum tempo

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O alerta feito por estudo do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, de que, se não forem tomadas providências adequadas e de imediato, o trânsito de Porto Alegre irá entrar em colapso antes do previsto há algum tempo, precisa ser levado em consideração pelas autoridades. Somados a questões culturais relacionadas ao uso do carro pelos gaúchos, os problemas que hoje levam um motorista a perder em média 1,5 hora por dia no trânsito provocam desde uma redução na qualidade de vida até prejuízos importantes na atividade econômica. A forma de evitar um agravamento acelerado é apostar na prevenção, definindo providências claras e colocando-as em prática na mesma velocidade do aumento do número de carros em circulação.

Atualizado no ano passado, o trabalho realizado em algumas das principais capitais do país constatou que, em Porto Alegre, o impacto de um carro a mais nas ruas é três vezes superior ao registrado no Rio de Janeiro e em São Paulo. A explicação é que a capital dos gaúchos teria demorado mais que essas duas metrópoles para reagir à ameaça de caos no tráfego. O jeito, agora, é partir para ações que tentem pelo menos abreviar os prejuízos.

Quando o tráfego atinge uma situação como a da Capital, a ponto de a previsão de um colapso ter sido antecipada em três anos, é preciso pensar tanto em providências de infraestrutura quanto comportamentais. O contribuinte tem o direito de cobrar providências, mas os motoristas precisam colaborar para um convívio melhor com o problema enquanto não houver condições de debelá-lo.

No que depende do poder público, a questão é que um horizonte de 12 anos, como o estimado para a paralisia no tráfego em Porto Alegre, se nada for feito para evitá-la, acaba envolvendo um período superior ao de uma administração. Daí a necessidade de metas de médio prazo, cuja execução possa ser acompanhada com facilidade pelos contribuintes.

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