Rodízio de caminhões deve ser prorrogado

Desde 1º de agosto, esses caminhões - com até 6,3 metros de comprimento - obedecem a um rodízio de placas pares e ímpares para circular na Zona de Máxima Restrição à Circulação (ZMRC). Segundo previa a legislação, após o dia 30 os VUCs estariam proibidos nessa área durante o dia

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O secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, afirmou anteontem a empresários do setor de carga que vai prorrogar a vigência do rodízio dos Veículos Urbanos de Carga (VUCs). Desde 1º de agosto, esses caminhões – com até 6,3 metros de comprimento – obedecem a um rodízio de placas pares e ímpares para circular na Zona de Máxima Restrição à Circulação (ZMRC). Segundo previa a legislação, após o dia 30 os VUCs estariam proibidos nessa área durante o dia.

A promessa do secretário foi feita em uma reunião com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo (Setcesp), Francisco Pelúcio. O sindicato pedia a liberação total dos VUCs. Moraes negou, mas vai estender o prazo de vigência do rodízio até novembro, pois as demais restrições adotadas para melhorar o fluxo de veículos atingiram bons resultados.

“O período até novembro é uma transição para o setor de cargas. A partir de então, nós vamos ampliar as restrições aos caminhões na cidade”, disse Moraes ontem ao Estado. O secretário afirmou não ter feito o anúncio oficial da prorrogação porque aguarda resultados de estudos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Em novembro, serão concluídas as obras do trecho sul do Rodoanel. A CET vai realizar então um estudo para descobrir quantos veículos entram na capital e quantos utilizam as vias somente como passagem. “Então teremos uma posição mais clara para decidirmos futuras restrições.” Até o fim desta semana, Moraes pretende convocar nova reunião com todo o setor de carga para discutir novas medidas, como restrições mais pesadas para o transporte de carga perigosa.

Os VUCs, em agosto, começaram a seguir um rodízio de placas na ZMRC entre 10 e 16 horas. Após seis meses, passariam a obedecer as mesmas restrições dos demais caminhões – podendo circular somente das 21 às 5 horas -, mas o rodízio foi prorrogado em novembro por mais seis meses.

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