Petrobras inaugura hoje usina de biodiesel de R$ 95 milhões

Com custo de R$ 95 milhões e capacidade para produzir 57 milhões de litros de biodiesel por ano

Empresa ferroviária de carga poderá descontar créditos tributários
Empresas automobilísticas estão pensando duas vezes antes de demitir, diz Lupi
Roubo de veículos volta a crescer após quatro anos

A Petrobras inaugura hoje a Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, em Montes Claros, no Estado de Minas Gerais. Com custo de R$ 95 milhões e capacidade para produzir 57 milhões de litros de biodiesel por ano, a nova unidade se une às plantas já instaladas em Candeias, na Bahia, e Quixadá, no Ceará, para juntas produzirem 170 milhões de litros de biodiesel anualmente.

A inauguração, três meses depois do início das operações na planta, contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pode significar a retomada do Programa de Biodiesel no País. Antes mesmo de oficializar o início das atividades na planta, a Petrobras já fala em ampliar a capacidade de processamento para 80 milhões de litros de biodiesel até 2013. “Toda unidade, quando entra em fase de processamento, apresenta algumas folgas. Com esses ajustes vamos aumentar a receita e reduzir o custo operacional”, disse Alan Kardec, presidente da Petrobras Biocombustível.

De acordo com a estatal, o projeto de expansão inclui também as outras duas usinas de biodiesel do grupo. A usina de Candeias passará por obras de duplicação dos atuais 57 milhões de litros para 114 milhões, em 2013. A planta de Quixadá também deverá ter sua capacidade de produção ampliada em 10% ao ano durante os próximos três anos.

No ano passado, do investimento do governo federal destinado às estatais destaca-se o nível zero de execução dos R$ 278,243 milhões destinados à Petrobras Biocombustível, enquanto o grupo Petrobras apresentou um nível geral de execução da ordem de 85,52%.

Este ano, além dos novos investimentos, por meio da Petrobras, a agricultura familiar deve ser novamente fomentada. Apenas para o suprimento de matéria-prima na usina de Montes Claros já foram contratados 8,2 mil agricultores familiares, sendo que a meta é alcançar um total de 20 mil produtores. Os contratos de fornecimento firmados, com duração de cinco anos, também devem beneficiar os pequenos agricultores. O projeto contempla ainda transporte da safra, o apoio à organização dos pequenos agricultores em cooperativas e o incentivo do plantio de oleaginosas junto com outras culturas.

O Banco do Brasil e o Banco do Nordeste do Brasil tratam de garantir o acesso destes agricultores ao crédito de custeio agrícola. Atualmente, segundo a Petrobras, o potencial de renda agrícola para o suprimento da usina é de aproximadamente R$ 100 milhões por ano.

Outra meta do Programa de Biodiesel, que deve ganhar espaço, é a diversificação da matéria-prima para a produção, atualmente ainda focada na soja quase em sua totalidade. A usina apresenta flexibilidade para processar diversos tipos de matérias-primas como as oleaginosas tradicionais, óleos e gorduras recuperáveis, até sebo bovino.

Na safra 2008/2009, a estatal já forneceu 100 toneladas de sementes (65 toneladas de mamona e 35 toneladas de girassol) aos produtores locais. Além disso, também está sendo feito o aproveitamento da macaúba – planta nativa da região. Instituições de pesquisa já estudam meios para obter variedades mais adequadas e aprimorar o processamento industrial da oleaginosa.

Etanol

Em fase mais adiantada, o projeto de internacionalização do etanol, também incentivado pelo governo brasileiro, ganhou novo impulso para a conquista de novos mercados. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) publicou no Diário Oficial da União resolução que autoriza os postos revendedores de combustíveis a utilizar o termo “etanol” para identificar o álcool etílico combustível. A iniciativa padroniza a nomenclatura brasileira à que é utilizada no mercado internacional para designar os biocombustíveis, ajudando a promover o álcool etílico combustível no exterior e deixando-o mais próximo de tornar-se uma commodity.

“A ANP está de parabéns pela forma serena e objetiva como encarou este pleito e conduziu todo o processo, reconhecendo a importância da adoção da palavra etanol e debelando a burocracia necessária para que a resolução fosse, finalmente, publicada”, disse Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Link para a matéria

COMMENTS