Governo dos EUA quer concordata da GM em junho

Membros da força tarefa automotiva da administração Obama passaram a semana passada em reuniões e em conference calls com funcionários da GM e seus conselheiros em Detroit e Washington

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O Departamento do Tesouro está orientando a General Motors a estabelecer as bases para o pedido de concordata (segundo as leis americanas) até o dia 1° de junho, apesar da alegação pública da GM de que ela ainda conseguiria se reorganizar fora dos tribunais disseram durante o final de semana fontes que têm conhecimento dos planos.

Membros da força tarefa automotiva da administração Obama passaram a semana passada em reuniões e em conference calls com funcionários da GM e seus conselheiros em Detroit e Washington. Espera-se que essas conversações continuem esta semana.

O objetivo é preparar para uma concordata rápida e “cirúrgica” , disseram fontes que receberam informações sobre os planos. A GM, que recebeu US$ 13,4 bilhões em ajuda federal, insiste que uma restruturação rápida é necessária para que sua imagem e suas vendas não sofram danos permanentes.

As preparações têm o objetivo de assegurar que o pedido de concordata da GM esteja pronto caso a companhia não consiga chegar a um acordo com os acionistas, para trocar dívidas de cerca de US$ 28 bilhões em valores mobiliários na GM, e com o sindicato United Automobile Workers, que se recusa a fazer concessões sem que haja sacrifícios por parte dos acionistas.

O presidente Obama, que foi eleito com grande apoio por parte dos trabalhadores, ficou preocupado em relação ao risco potencial ao plano de pensão da GM e quer evitar prejuízos aos trabalhadores, disseram essas fontes.

Nenhuma dessas fontes concordaram em ser identificadas porque não estavam autorizadas a discutir o processo. A GM não quis tecer comentários, assim como o Departamento do Tesouro.

Um plano que está sendo levado em consideração criaria uma nova companhia que compraria os ativos bons da GM quase imediatamente após a companhia entrar com o pedido de concordata.

Ativos menos desejados, incluindo marcas desprezadas, fábricas e obrigações em relação à assistência médica, seriam deixados na antiga companhia, que poderia ser liquidada durante vários anos.

Funcionários do Tesouro estão examinando um possível resultado em que a “boa GM” entra e sai da concordata em duas semanas, usando de US$ 5 bilhões a US$ 7 bilhões em financiamento federal, disse uma fonte na semana passada. O resto da GM pode necessitar de US$ 70 bilhões em financiamento federal, e possivelmente mais que isso para solucionar as obrigações em relação à assistência médica e a liquidação das fábricas, de acordo com especialistas legais e autoridades federais.

Desde que substituiu Rick Wagoner no dia 31 de março, principal executivo da GM, Fritz Henderson, tem enviado sinais cada vez mais claros de que a concordata é provável a menos que se chegue a um acordo junto dos trabalhadores e dos acionistas até o prazo de 1° de junho dado pela administração.

Diferentemente de Wagoner, que se recusou, até seus últimos dias, a considerar um pedido de concordata, Henderson mobilizou funcionários para trabalhar com conselheiros legais e do governo, embora ele não concorde que uma concordata seja inevitável.

Chrysler – O principal executivo da Fiat, Sergio Marchionne, poderá assumir o principal cargo na Chrysler sob possíveis cenários que estão sendo discutidos pelas montadoras, segundo o que foi divulgado na publicação comercial Automotive News.

Membros da força tarefa poderão assumir lugares no conselho da Chrysler. A Fiat poderá assumir uma participação de 20% na Chrysler em troca da tecnologia para veículos compactos.

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