Exportações no país e em SC têm forte redução

A estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior é que as exportações somarão US$ 160 bilhões. Em 2008, as vendas foram de US$ 197,9 bilhões

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Diante da queda do comércio global, puxada pela crise financeira, o governo estima que as exportações brasileiras cairão 20% neste ano. Os resultados em Santa Catarina também foram negativos Se essa projeção se confirmar, será a primeira vez em 10 anos que as vendas ao exterior registrarão queda sobre o ano anterior.

A estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior é que as exportações somarão US$ 160 bilhões. Em 2008, as vendas foram de US$ 197,9 bilhões. Segundo os dados, no primeiro trimestre o saldo comercial foi de US$ 3,012 bilhões, 9% maior que o do mesmo período de 2008.

Santa Catarina ainda espera a recuperação – Em SC, nos dois primeiros meses do ano a retração chegou a 22%. Segundo o primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, a recuperação não começou. Mesmo com uma dependência menor dos EUA – que passou de uma representatividade nas vendas externas catarinenses de 30% no início dos anos 2000 para 12% nos dois primeiros meses de 2009 – o país segue no topo dos principais parceiros comerciais do Estado.

– Nós não trabalhamos com reversão nesse primeiro trimestre porque dependemos substancialmente da recuperação da economia mundial e do acesso ao crédito – afirmou Côrte, complementando que o crédito externo praticamente desapareceu, dando lugar ao crédito interno e com custos mais altos.

Outra necessidade é a desoneração das exportações.

– O importador não está disposto a pagar os tributos ao país de origem.

Para alguns setores, a retração nas exportações é ainda maior que a média brasileira. É o caso do têxtil, que entre janeiro e fevereiro deste ano viu as suas vendas externas despencarem quase 50% com relação ao mesmo período do ano passado.

– De um lado temos o câmbio favorável, mas de outro temos a queda na demanda, a sobreoferta mundial e a deflação e a restrição de alguns países – disse o presidente do Sindicato da Indústria Têxtil de Blumenau e região, Ulrich Kuhn, referindo-se à Argentina, o maior parceiro do segmento têxtil catarinense, com 20% das exportações em 2008.

Ulrich Kuhn disse também não acreditar numa mudança neste primeiro trimestre. É o que pensa também o presidente do Sindicato das Indústrias, Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Criciúma (Sindimetal), Guido Búrigo.

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