Docas e aeroportos adotam plano para conter gripe suína

"O Porto de Santos implantou um plano específico de contingência da gripe aviária, que agora pode ser utilizado no combate à suína"

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Os portos e aeroportos do País garantem estar preparados para aplicar as ações de contingência, no sentido de evitar a entrada do vírus da gripe suína no País. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou ontem que, em parceria com outros órgãos, garantirá todo um esquema, caso haja a necessidade de entrada em ação.

“O Porto de Santos implantou um plano específico de contingência da gripe aviária, que agora pode ser utilizado no combate à suína”, comentou, ao DCI, Alexandra Sofia Grota, superintendente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Codesp.

A superintendente explicou que o esquema funciona desde o momento em que é dado o alerta pelo comandante da embarcação, de que aguarda autorização para atracar no porto, mas que tem a bordo um passageiro com suspeita de portar o vírus.

A partir daí, a autoridade portuária deve disponibilizar uma lancha para que os médicos se dirijam até o navio a fim de examinar o paciente, e, caso haja necessidade, de removê-lo: “Uma ambulância estará em terra, no aguardo, para levá-lo a uma unidade de saúde indicada”, disse Alexandra.

Em Santos, por exemplo, apesar de o plano ter sido montado em 2006, época do auge da gripe aviária, não houve nenhum caso em que ele tenha sido aplicado, pois não houve necessidade.

O mesmo tipo de procedimento – ou bem parecido -, foi indicado como orientação a todos os portos do País, pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), que informou à reportagem ter emitido um comunicado a todas a Gerências Gerais de Portos, Aeroportos e Recintos Alfandegados, em todos os estados.

De acordo com a Anvisa, as embarcações procedentes de áreas afetadas que apresentem casos suspeitos “receberão o documento de Livre Prática [obrigatório para a entrada da embarcação no porto] a bordo da embarcação, com a inspeção física realizada em fundeio – área em que os navios são autorizados a lançar âncora”, conforme o documento. Os comandantes têm obrigação de fornecer informações detalhadas da ocorrência de anormalidades clínicas a bordo.

Aéreo

Responsável pela administração de 67 aeroportos do País, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) afirmou estar em consonância com as orientações da Anvisa e que “está pronta para pôr em prática, quando acionada pelas autoridades sanitárias e de saúde do governo federal, os planos específicos de contingência à influenza [gripe, doença viral] em dez aeroportos”, colocou a estatal, em comunicado.

Os aeroportos prioritários, definidos pelo Grupo Executivo Interministerial , do qual a Infraero faz parte, são: Brasília, Campinas, Fortaleza, Galeão, Guarulhos, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador.

Outra ação, esta coordenada pela própria Anvisa, é a intensificação do controle sanitário em vôos vindos do exterior, especialmente os provenientes de áreas afetadas e com registro de casos de influenza suína em humanos.

Ficou decidido ainda que, além das aeronaves vindas dos Estados Unidos, do México e do Canadá, também ganharão atenção especial os casos suspeitos de viajantes vindos de Espanha, Reino Unido e Nova Zelândia.

Turismo

A Secretaria de Turismo do México enviou um comunicado de que as viagens a passeio em seu país têm apresentado bom desempenho e fluem normalmente. Por enquanto, não há restrições ou alertas para visitações ao território. O governo mexicano colocou que o Grupo de Controle em Fronteiras está preparado para “providenciar informações relacionadas com o processo” e que todas as embaixadas e escritórios consulares estão informando possíveis riscos.

No primeiro semestre de 2008, transitaram, entre México e Brasil, quase 48 mil passageiros. A maior parte deles, 36 mil, utilizou voos da Aeroméxico.

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