Crise é chance para logística

O Brasil e o Ceará devem aproveitar a crise e investir na infra-estrutura portuária para estarem preparados a ampliar as relações com o comércio exterior quando a economia retomar seu crescimento

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O Brasil e o Ceará devem aproveitar a crise e investir na infra-estrutura portuária para estarem preparados a ampliar as relações com o comércio exterior quando a economia retomar seu crescimento. A dica é do consultor, Klaus Meves, ex-presidente da Hamburg Sud, que ministrou, ontem, palestra sobre o tema, durante o II Seminário Interno de Logística Portuária, que segue até hoje, em Fortaleza.

Segundo ele, a redução significativa dos volumes operados nos portos brasileiros deu um certo alívio na infra-estrutura. ´Temos que aproveitar esse respiro proporcionado pela crise para investir´, reforça Meves, para quem a retração econômica deve se manter até o próximo ano. ´Minha expectativa é que não teremos recuperação real até 2011´, estima.

Na opinião do consultor, no Ceará, os gargalos não devem persistir em função dos ´investimentos tremendos´ que estão sendo feitos no Pecém.

Competitividade

De acordo com Meves, num país de dimensões continentais como o Brasil, para que as exportações sejam competitivas é preciso que o governo também esteja atento a outros entraves como a burocracia e a complexa estrutura tributária. ´O movimento de cargas entre os estados é muito difícil. Parece que estamos na Alemanha de 1866. É necessário um tipo de tributação simplificado para facilitar o processo, um tipo de IVA´, exemplifica.

Em relação ao panorama mundial, Klaus Meves lembrou que os portos do mundo hoje encontram-se em média com 20% da capacidade ociosa. Outra tendência do transporte maritmo, com a crise, é a utilização de embarcações maiores. ´Grandes embarcações necessitam do mesmo número de tripulantes de um barco pequeno. E quando estão cheias, o transporte se torna muito mais compensador. Por isso navios com capacidade em torno de 2.500 TUs estão perdendo a importância´.

Segundo ele, na Hamburg Sud 34% das embarcações tem menos de quatro anos.

“A vida útil de uma embarcação é 40 anos. As menores tendem a virar sucata porque são as mais velhas, com mais de 20 anos”. A expectativa da companhia para 2009 é movimentar 2,8 milhões de TUs´, estima o consultor.

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