Carros flex devem representar 50% da frota nacional em 2012

Questionado se a redução do preço da gasolina poderá ter impacto significativo sobre o setor, o presidente da Unica admitiu que o tema é preocupante visto que pode afetar a renda dos produtores

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O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, estima que os carros modelo bicombustível (flex) no Brasil deverão representar 50% da frota nacional em 2012. “E essa fatia deve subir para 65% em 2015”, acrescenta ele. A participação atual gira em torno de 28%, com cerca de 7 milhões de unidades flex. O executivo ressalta que o desenvolvimento do carro bicombustível foi fundamental para o renascimento do setor desde 2003, quando o primeiro modelo flex foi disponibilizado no mercado. Segundo dados da Unica, no ano passado o setor de cana-de-açúcar registrou faturamento de R$ 45 bilhões com a produção de 560 milhões de toneladas de cana em 450 usinas em todo o País.

Questionado se a redução do preço da gasolina poderá ter impacto significativo sobre o setor, o presidente da Unica admitiu que o tema é preocupante visto que pode afetar a renda dos produtores neste momento de crise, por já estarem alavancados por conta de investimentos feitos no último ano.

O executivo negou ainda que a entidade tenha feito um pedido formal ao governo para que a mistura de anidro na gasolina, que hoje é de 25%, seja elevada. Em relação ao tema, o presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Anfavea, Henry Joseph Junior, a entidade é contra o aumento de anidro na mistura com a gasolina. O executivo justifica que a mudança na mistura traria prejuízos para os veículos que não têm motor flex – e que seria impossível fazer uma adaptação desses motores. A Anfavea foi consultada informalmente pelo Ministério de Minas e Energia sobre o tema, mas segundo Joseph Junior, as conversações não evoluíram para um pedido formal.

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