Anel rodoviário será duplicado no Ceará

O Dnit promete a maior obra viária federal dos últimos 25 anos. O anel rodoviário será duplicado e terá pista de concreto, viadutos e contornos. As obras começam no segundo semestre. Enquanto isso, muitos buracos e engarrafamento na via

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A pista simples do anel rodoviário está com os dias contados. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai duplicar e restaurar 32 quilômetros da rodovia a partir do próximo semestre. A pista atual receberá um reforço no pavimento asfáltico e uma nova via será construída em cimento. A duplicação do anel rodoviário será da CE-040 até a BR-222, continuando no quilômetro seis da BR-020 até a lagoa do Tabapuá.

Sete viadutos e cinco contornos também serão construídos para possibilitar maior fluidez no tráfego e um canteiro central de aproximadamente 10 metros possibilitará outra duplicação da pista no futuro. A obra, orçada em R$ 187 milhões, está integrada ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o edital de concorrência deve ser lançado até o dia 15 de maio. “Esta será a maior obra viária federal dos últimos 25 anos no Ceará. A construção de uma via de cimento é uma tecnologia nova e será um fato inédito no Estado”, afirma o superintendente do Dnit, Guedes Neto.

Atualmente, o anel rodoviário permite que cinco das seis rodovias federais e estaduais que dão acesso à Capital – CE-040, BR-116, CE-065, CE-060, BR-222 – sejam interligadas por uma pista simples, o que tem provocado muito engarrafamento por causa do grande fluxo de veículos. “Isso gera um atraso na entrada e na saída de mercadoria no Estado, além de prejudicar o turismo também. A duplicação dessa via dará maior fluidez”, ressalta Guedes.

São 13.885 veículos trafegando por dia no anel rodoviário, sendo que 70% são veículos pesados. O motorista Luis Henrique Toledo trabalha há oito anos transportando carga pela rodovia e aponta muitos problemas. “Este é o meu percurso diário. A via deveria ser mais larga para dar mais segurança. Nem acostamento existe aqui. O carro quebra e provoca o maior engarrafamento porque não tem para onde deslocar o veículo. Além disso, a sinalização é precária e ainda aparecem bichos na pista”, comenta. Ele diz que o pior horário para se trafegar é às 7 horas e às 17 horas. “Já fiquei mais de três horas no engarrafamento”, acrescenta o motorista Ronaldo Alves.

Para piorar a situação, o anel rodoviário apresenta muitos buracos nos entroncamentos, principalmente nos que dão acesso a Maracanaú e Maranguape. A técnica em enfermagem Auristela Sampaio Maciel está indignada com a situação. Na semana passada o carro dela apresentou problemas e o pneu furou por causa dos enormes buracos do anel rodoviário, no entroncamento que dá acesso a Maranguape. “Foi o maior sufoco. A pista é estreita e ainda está cheia de buracos. O carro ficou no prego e provocou o maior engarrafamento. Agora estou indo trabalhar a pé”, diz.

Segundo o superintendente do Dnit, o problema da pavimentação no anel rodoviário é crônico e somente com o projeto de restauração e duplicação da via a questão será solucionada. “Enquanto isso, realizamos ações emergenciais tapando os buracos. Mas a chuva tem atrapalhado.”

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