Paranaguá amplia em 33,78% exportação de congelados

O porto paranaense de Paranaguá conseguiu ampliar sua movimentação em 33,78% no período graças a implantação de uma nova infraestrutura de Corredor de Exportação

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Na contramão da queda das exportações de congelados observada no País desde o começo do ano, principalmente de frangos e carne bovina, o porto paranaense de Paranaguá conseguiu ampliar sua movimentação em 33,78% no período graças a implantação de uma nova infraestrutura de Corredor de Exportação e também pela transferência de cargas do Porto de Itajaí, atingido pelas enchentes do final do ano passado.

“O que estava ocorrendo é que o Paraná estava perdendo este tipo de carga originária do próprio Paraná para Itajaí e Santos por não ter uma grande estrutura de armazenamento de congelados na retroárea. Em março de 2008 começamos a implantar o conceito de Corredor de Exportação também para estes produtos e agora começam a aparecer os resultados”, explica o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Daniel Lúcio Oliveira de Souza. Para ele, “isso não tinha sentido numa configuração logística normal porque o Paraná é o maior produtor brasileiro de frangos e, além disso, o produto chega ao porto por via ferroviária e pode ir diretamente ao Terminal de Contêiners (TCP)”. Onde fica mais evidente que os exportadores de congelados estão voltando a Paranaguá é na comparação com Santos, onde a queda de volume nos dois primeiros meses do ano foi de quase 22%.

Fazem parte do projeto do Corredor de Exportação as empresas Terminal Ponta do Félix, Martini Meat, Standard Logística, América Latina Logística (ALL), Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e a Wilson, Sons. “Nós ainda temos problemas de armazenagem porque Itajaí tem mais de 100 mil toneladas de capacidade e nós temos 58 mil, mas no prazo de um ano, no máximo, vamos chegar a este número com um novo armazém público de 12 mil toneladas que funcionará como “pulmão” e as ampliações dos já existentes como o da Martini Meat”. Por outro lado, o TCP é o terminal que possui o maior número de tomadas para contêineres reffers, com quase 3 mil pontos.

Outro problema que está sendo resolvido segundo ele é a questão da dragagem. “Em Antonina na Ponta do Félix, há um dos melhores armazéns de congelados do País, mas lá só estão entrando navios pequenos por causa do calado baixo. A dragagem de Antonina também está no PAC e deve começar logo”, conta ele. Atualmente Paranaguá executa com recursos próprios a dragagem do seu canal de acesso, o da Galheta, que está sendo aprofundado para 15 metros, mas com a execução do serviço em Antonina, a capacidade de movimentação de congelados poderá crescer em pelo menos 50%, informa o superintendente da Appa.

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