OHL estuda operar aeroportos e VLT

A empresa informou que está em estudo a participação na licitação para a privatização dos aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP) e Galeão, no Rio de Janeiro

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Seguindo os passos de sua maior concorrente no País, a OHL Brasil, subsidiária da espanhola OHL, estuda as concessões fora do setor rodoviário. A empresa informou que está em estudo a participação na licitação para a privatização dos aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP) e Galeão, no Rio de Janeiro. A OHL quer também concorrer à operação do Expresso Aeroporto, que ligará os aeroportos de Congonhas e Guarulhos pelo sistema VLT (Veiculo Leve sobre Trilhos. Todos estes projetos já foram anunciados pelos governos federal e do estado de São Paulo e têm licitação prevista para este ano.

Além da expansão do portfólio de serviços no Brasil, a OHL também está de olho nas novas concessões de rodovias federais que devem ser licitadas em meados deste ano. “As BRs 040, 381 e a 116, todos os trechos em Minas Gerais, estão em nossos planos. Além disso, o governo de Minas já anunciou que vai licitar 7 mil quilômetros de estradas, mas ainda não foi definida a forma que será concedida, PPP (Parceria Público-Privada) ou concessão”, disse o diretor de relações com investidores, Francisco Leonardo Moura da Costa.

Nas operações da empresa no Brasil estão previstos de 2010 a 2013 investimentos de R$ 4,3 bilhões nas cinco rodovias federais e outros R$ 300 milhões nas quatro estradas estaduais que administra em São Paulo. “Para suportar estes investimentos nas rodovias federais vamos lançar uma segunda emissão de notas promissórias e a expectativa é de arrecadarmos R$ 200 milhões com esta operação”, afirmou Costa.

A primeira emissão de notas promissórias da OHL Brasil foi realizada em janeiro deste ano e atingiu um valor total de R$ 200 milhões, com vencimento para 180 dias. “O pagamento dessa operação está incluído no empréstimo-ponte junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que pedimos para os inventimentos nos primeiros seis anos de concessão. Este financiamento deverá ser liberado já em abril, isso porque o banco já está analisando as últimas providências e será levado a reunião de conselho na próxima semana”, ressaltou o executivo. O total do financiamento pedido ao BNDES é de R$ 3,2 bilhões, o que corresponde a 70% do valor a ser investido nas rodovias federais nos próximos seis anos.

Costa ressaltou que a revisão de classificação de risco da OHL/SA, na Espanha não deverá interferir nas operações da subsidiária brasileira. “Nas recentes revisões que as agências fizeram, a Moody’s manteve a classificação de risco da OHL/SA em “investment grade”, enquanto que a Fitch alterou o rating anterior de BBB- para o atual BB+. “Não acreditamos em consequências negativas deste rebaixamento, nos negócios da OHL Brasil uma vez que não temos dependência econômica de nossa matriz na Espanha”.

Resultados financeiros – A OHL Brasil obteve lucro líquido de R$ 105,4 milhões em 2008, valor 42% superior ao resultado do ano anterior. Já no quarto trimestre, a empresa lucrou R$ 46,4 milhões, crescimento de 112,4% em relação ao mesmo período de 2007. No ano passado a empresa faturou R$ 724,98 milhões um aumento de 17,7% em comparação à receita líquida de 2007- R$ 615,81 milhões. No quarto trimestre de 2008, a receita líquida da companhia foi de R$ 193,89 milhões ante R$ 166,68 milhões dos três últimos meses de 2007, crescimento de 16,3%.

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