Lucro da Volkswagen cresce 15% em 2008 e fica em US$ 6 bilhões

As vendas da empresa no período tiveram um crescimento de 4,5%, atingindo 114 bilhões de euros (US$ 143 bilhões), contra 109 bilhões de euros (US$ 137 bilhões) um ano antes

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A fabricante alemã de veículos Volkswagen informou nesta segunda-feira que seu lucro líquido em 2008 teve crescimento de 15,4%, para 4,8 bilhões de euros (US$ 6,05 bilhões), contra 4,1 bilhões (US$ 5,17 bilhões) um ano antes.

As vendas da empresa no período tiveram um crescimento de 4,5%, atingindo 114 bilhões de euros (US$ 143 bilhões), contra 109 bilhões de euros (US$ 137 bilhões) um ano antes.

No sábado (28), o presidente mundial da montadora, Martin Winterkorn, disse, segundo a revista alemã “Der Spiegel”, que a Volks irá demitir neste ano 16.500 funcionários devido à crise no setor automobilístico.

A Volkswagen do Brasil informou, também no sábado, que as demissões anunciadas não afetarão os funcionários da empresa no Brasil, no setor de produção. Winterkorn disse não haver “nenhum problema” sobre o quadro de funcionários fixos, mas sinalizou que a Volks pode “rever sobre outras coisas” caso a empresa não possa “seguir adiante”.

O diretor de Assuntos Corporativos da empresa no Brasil, André Senador, explicou que as demissões vão atingir funcionários da produção empregados como terceirizados através de agências. Segundo ele, não há funcionários no setor de produção da Volks no Brasil empregados sob esse tipo de contrato.

A Volks emprega 1.600 pessoas em regime temporário no Brasil, e a manutenção desses funcionários em seus postos de trabalho dependerá da situação do mercado automobilístico mundial e dos rumos da economia, disse Senador –que acrescentou que não há planos de demitir esses funcionários no Brasil.

No último dia 11, no entanto, a Volks informou que vendeu em janeiro 382 mil veículos em todo o mundo, 21,3% a menos do que no mesmo período de 2008, devido à queda da demanda provocada pela crise econômica. O Brasil foi o único mercado entre os principais da empresa em que suas vendas cresceram a comparação, em 1,3%.

diretor de vendas da empresa, Detlef Wittig, disse então que “em mercados importantes pudemos aumentar nossa fração de mercado”. Ele admitiu, no entanto, que o retrocesso geral do mercado automobilístico em janeiro mostra que uma melhora da crise econômica vai demorar.

Na semana passada, no entanto, a empresa informou que vai parar sua produção nas fábricas da Alemanha durante cinco dias, repetindo uma medida que realiza há 25 anos para evitar excesso de capacidade.

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