Ferroeste amplia movimentação de cargas em 15% e tem novo recorde

O crescimento foi de 15,6% (44 mil toneladas) em relação ao primeiro bimestre de 2008, que também havia sido recorde de produção, com 281,8 mil toneladas

Projeto permite que estagiário ingresse na Previdência Social
Mantega reitera que isenção do IPI na compra de carros só vai até o fim do mês
Azul busca opções e TAM olha os custos

O presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, anunciou nesta semana que o volume total de cargas transportado pela empresa, nos meses de janeiro e fevereiro de 2009, foi de 325,5 mil toneladas úteis (TUs), recorde absoluto em um primeiro bimestre na história da ferrovia. O crescimento foi de 15,6% (44 mil toneladas) em relação ao primeiro bimestre de 2008, que também havia sido recorde de produção, com 281,8 mil toneladas.

O bom desempenho do bimestre começou com o recorde obtido em janeiro deste ano, mês em que a ferrovia transportou 145,8 mil toneladas entre Cascavel e Guarapuava, trecho operado atualmente pela empresa. A variação é de 13,17% sobre a movimentação de 129 mil toneladas, apurada no mesmo período do ano passado.

No mês de fevereiro, a Ferroeste alcançou novo recorde, em relação ao outros meses de fevereiro na série histórica, com a marca de 179,7 mil toneladas movimentadas pela ferrovia. A variação sobre fevereiro de 2008, que registrou um volume de 152,7 mil toneladas, é da ordem de 17,66% (27 mil toneladas). O faturamento da empresa, em fevereiro, também foi expressivo: R$ 2,15 milhões.

“Mais uma vez a Ferroeste mostra que uma empresa pública pode ser mais eficiente que uma operadora ferroviária privada, sem abrir mão da submissão absoluta ao princípio do interesse público. Afinal, desde que o governo do Estado retomou a Ferroeste, a produção aumentou continuamente. Com isso, ganha o setor privado e ganha o Porto de Paranaguá. É o modelo do Paraná, que também serve para o Brasil: cargas privadas em ferrovias e portos públicos”, observa o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes.

MAIS CRESCIMENTO

A licitação de 500 vagões, no regime de registro de preços, realizada em fevereiro deste ano, vai impulsionar ainda mais a movimentação de cargas ferroviárias no Estado, segundo o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes. Isso porque a licitação abre para os usuários da Ferroeste a opção de comprar vagões, pelo menor preço, diretamente da Amsted Maxion, fornecedor que venceu a licitação.

Com a chegada dos novos vagões, a produção atual da ferrovia, que beira os dois milhões de toneladas anuais, pode crescer para três milhões, um aumento de produção de 50%. O consórcio “Gralha Azul”, formado para a compra de vagões, já anunciou que pretende adquirir 20 vagões, inicialmente. Esse número pode chegar a 50. O investimento inicial do consórcio é de cerca de R$ 5 milhões e pode chegar a R$ 10 milhões.

VOLUMES

A estatal ferroviária paranaense, em 2008, teve um crescimento no volume de cargas transportadas de cerca de 20%, sobre o ano anterior, e uma variação positiva de 37,8% nos últimos três anos de operações (2006/2008). Isto representa um incremento de mais de 242 mil toneladas a mais sobre os trilhos da operadora.

A capacidade de transporte da companhia, atualmente, chega a 5 milhões de toneladas ao ano, mas a demanda anual em toda a área de influência da empresa (Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraguai) é estimada em 20 milhões de toneladas ao ano. Somente o Paraná pode movimentar até 12 milhões de toneladas/ano. “Por isso é que o governo do Paraná uniu-se ao Mato Grosso do Sul e ao governo federal para avançar rapidamente na construção do ramal da Ferroeste entre Guarapuava e Paranaguá, acabando com o gargalo hoje existente. É uma obra que já está no PAC e deverá ser iniciada em 2010”, disse o presidente.

A Ferroeste dispõe de uma frota de 15 locomotivas e 60 vagões locados, mas já deu início ao processo de aquisição de sete locomotivas de 3.000 mil HPs para substituir as máquinas atuais de 1.600 HPs. As novas locomotivas comportam composições de até 65 vagões contra os atuais 32 vagões. O consumo de diesel, com as máquinas novas, vai cair em 40%, o que resulta numa economia anual de mais de R$ 3 milhões. As novas locomotivas também reduzirão em 60% o custo de manutenção da frota.

A Ferroeste é a única ferrovia e operadora pública do país e, por isso, é capaz de oferecer fretes mais baixos e subsidiados aos pequenos e médios produtores. A expansão da ferrovia, atualmente já na fase de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, além de atender a uma grande demanda reprimida de escoamento da produção no Paraná, Centro-Oeste brasileiro e Oeste de Santa Catarina, tem a vantagem de reduzir os custos do transporte de produtores e transportadores de todos os portes. A Ferroeste, construída no primeiro governo Requião, como empresa pública, existe para “reduzir o custo do transporte e melhorar a renda dos agricultores e da agroindústria”, justifica Samuel Gomes.

Link para a matéria

COMMENTS