Crise reduz plano de investimento e movimentação de cargas da MRS

No ano passado, a MRS investiu cerca de R$ 1 bilhão em material rodante e melhorias na via permanente e transportou em torno de 140 milhões de toneladas

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A queda no volume de transporte no último trimestre de 2008 fez a MRS Logística, uma das maiores concessionárias ferroviárias do País, a rever os investimentos e o volume movimentado neste ano. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informou que deverá investir R$ 549 milhões e prevê transportar 136,8 milhões, colocando em risco o plano da companhia de chegar em 2010 transportando 200 milhões de toneladas.

No ano passado, a MRS investiu cerca de R$ 1 bilhão em material rodante e melhorias na via permanente e transportou em torno de 140 milhões de toneladas – abaixo dos a160 milhões de toneladas previstas.

Para este ano, segundo a nota da MRS, o custeio dos investimentos será atendido com recursos provenientes da geração operacional de caixa – R$ 317.314.420,92 “decorrentes da retenção da parcela de 50% dos lucros a distribuir e a parte restante através de financiamento”, informou a companhia.

Durante um congresso de ferrovias em novembro do ano passado, executivos da MRS já previam uma 2009 difícil Na época o diretor de relações com investidores da companhia, Henrique Aché Pillar, apostava que, pelos trilhos da MRS, seriam transportadas 140 milhões de toneladas de carga. Em 2007, levou 126 milhões de toneladas.

“Como o minério tem uma participação muito grande na nossa movimentação, isso impactou muito, já que nossos grandes clientes reduziram volumes em função da crise”, disse o executivo. Segundo ele, os investimentos realizados ao longo de 2008 para suprir a movimentação de 160 milhões de toneladas já foram feitos. “O setor siderúrgico deu freada nos investimentos com a crise. Mas é importante ressaltar que não vamos parar de crescer, só que menos”, afirmou.

Na época, a MRS previa investir em 2009, afirmou o presidente da empresa, Julio Fontana, R$ 800 milhões. “Um número expressivo, mas ainda menor do que prevíamos antes do momentos turbulento que vivemos”, disse Fontana.

Um ano perdido – O executivo ressaltou que os projetos da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), foram garantidos para este ano o que deverá diminuir essa retração. “A sensação que fica é que no final de 2010 teremos perdido um ano. O crescimento que projetávamos em 2008 será dividido por 2009 e 2010”, afirmou.

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