Crise afeta setor de transporte de cargas

Há cerca de 800 caminhões parados no terminal Fernão Dias, em São Paulo

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A crise financeira internacional está prejudicando o trabalho dos caminhoneiros, disse hoje (16) o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes. De acordo com ele, há cerca de 800 caminhões parados no terminal Fernão Dias, em São Paulo. A média normal é de 500 caminhões sem frete.

“A oferta é praticamente zero”, disse Lopes. Segundo ele, no ano passado a oferta de cargas era superior ao número de caminhoneiros. Desde o final de dezembro, o quadro se inverteu: o período de espera entre uma carga e outra em 2008 era de um dia e atualmente é de uma semana.

De acordo com o presidente da Abcam, muitos caminhoneiros reclamam da falta de serviço e garantem que estão com as prestações dos veículos atrasadas. A falta de demanda também se reflete no preço – hoje, uma viagem do Sudeste para o Nordeste (cerca de três mil quilômetros) custa R$ 4,2 mil contra os R$ 6 mil do ano anterior.

O caminhoneiro João Batista dos Santos, que transporta frutas, legumes e verduras, considera esta uma das piores crises que já enfrentou. Trabalhando há 28 anos pelas estradas do país, ele informou que os serviços caíram 40% desde o último dezembro. O mercado, assinalou, “está bem fraco”. “O material entra no Ceagesp (Companhia de Entrepostos de Aramezéns Gerais do Estado de São Paulo), mas não vai embora. O serviço pára por aqui mesmo.”

Hoje, seis caminhoneiros procuravam serviços no Ceagesp. “Antigamente não ficava ninguém”. Santos acredita que a situação deve melhorar em breve. “Temos que ter esperança, senão não há mais o que fazer.”

Segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) em fevereiro, a queda na venda de caminhões foi de 20,71% se comparadas com o mesmo mês do ano passado.

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