Azul anuncia passagens a crédito para elevar venda

A empresa, que conta hoje com 1,7% de participação no mercado nacional, opera com aeronaves Embraer 190 e 195 em 11 cidades e espera chegar em 2010 com 5% de participação voando para 13 localidades

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Com foco total na classe C, a Azul Linhas Aéreas anunciou que irá lançar em breve um plano de crédito para facilitar a compra de passagens aéreas. A proposta está em fase de formatação e deve servir para alavancar as vendas e o índice de ocupação das aeronaves, que saltaram de 50% em janeiro para 65% em três meses de operação no País.

“Temos grande interesse em todas as classes, mas focamos mais a C e identificamos que muitos ainda não têm cartão de crédito, por isso a ideia do crediário”, explicou o fundador e presidente do conselho da empresa David Neeleman. As novidades, como a venda de passagens à prestação, não param por aí: em breve será lançado um programa de fidelização diferenciado, que converterá 5% do valor das passagens em créditos que poderão ser utilizados da forma que o cliente desejar. “Se ele quiser comprar passagem com desconto, ou dar uma passagem de presente, ou adquirir a totalidade do bilhete poderá fazê-lo. Não será milhagem e sim dinheiro que pode ser reempregado”, explicou o diretor de marketing da Azul, Gianfranco Beting.

A empresa, que conta hoje com 1,7% de participação no mercado nacional, opera com aeronaves Embraer 190 e 195 em 11 cidades e espera chegar em 2010 com 5% de participação voando para 13 localidades. A partir do dia 1 de abril, a Azul incluirá a rota Porto Alegre-Navegantes e logo depois Campinas-Manaus. Os executivos fizeram mistério quanto à data para iniciar os voos de Porto Alegre direto para o Rio, apenas indicaram que as partidas ocorrerão quatro vezes ao dia.

Ao que tudo indica, até o momento a empresa não parece ter sentido os reflexos da crise econômica internacional e projeta a compra de mais três aeronaves até o final do ano. “Nossa meta era chegar a dez, mas será possível incrementar esse número, crescendo 30% em relação ao plano original”, apontou Beting. O otimismo se deve ao elevado índice de ocupação dos voos e à proposta de manter os preços sempre com valores baixos e não através de promoções.

“O preço baixo faz parte da política da empresa e os passageiros que optarem por comprar os tickets com um mês de antecedência terão valores equivalentes ao custo do mesmo trecho de ônibus”, explicou o diretor de relações institucionais Adalberto Febeliano. O executivo acrescentou que os resultados têm sido excepcionais e citou como exemplo o voo Campinas-Salvador, que começou com 32 passageiros por dia e que hoje chega a 400. “Nossa intenção é estimular a classe C com os preços mais baixos e as classes A e B pela conveniência e conforto das aeronaves”, completou Neeleman.

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