Sinais de reação no polo automotivo de Caxias

“Temos sinais de recuperação”, diz o vice-presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), Getúlio Fonseca

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Janeiro foi pior que dezembro, por causa das férias coletivas e de ajustes de estoques; em fevereiro os pedidos começaram a voltar para os fabricantes de implementos para transporte de carga e de passageiros de Caxias do Sul (RS), bem como para indústrias de autopeças.

“Temos sinais de recuperação”, diz o vice-presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), Getúlio Fonseca, conforme monitoramento sistemático com empresários do setor automotivo.

Mercado em recuperação

O dirigente elenca, entre outros, pedido de 1,4 mil equipamentos em CKD da Randon para a ACTS, a sua parceira na Argélia, oficializado recentemente, correspondendo a um montante de US$ 30 milhões e ainda as 2,2 mil unidades de ônibus escolares arrematados pela Marcopolo no projeto Caminhos da Escola, executado pelo governo federal. Na próxima semana, a Câmara de Indústria Comércio e Serviço (CIC) mostrará os números oficiais de janeiro.

Cenário melhor

“O cenário, hoje, indica que fecharemos 2009 igual ao ano passado”, prevê o empresário gaúcho, recordando que a câmara setorial automotiva da entidade registrou em 2008 receita total de R$ 10,3 bilhões, ante R$ 9,3 bilhões do ano imediatamente anterior — o Simecs não considera as unidades industriais fora de Caxias do Sul de Randon, Marcopolo e de outros grupos. “Agora é esperar que a economia interna reaja”, torce Fonseca.

Não fosse a queda de pedidos que afetou o setor no último trimestre de 2008, a câmara automotiva do Simecs teria avançado cerca de 2% em suas receitas. “Em 2007 o setor consumiu 640 mil toneladas de aços planos e prevíamos 11% de crescimento para 2009, o que daria 710 mil toneladas. Acabamos fec h a n d o o
ano com 650 mil toneladas”, conta Getúlio Fonseca. Caxias do Sul consome 3,2% de aço plano do País e 55% de todo aço que chega ao Rio Grande do Sul, conforme o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Empregos

O resultado líquido entre contratações e demissões no ano passado teve saldo positivo com a abertura de quase dois mil novos postos de trabalhos abertos pelas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico.

Em janeiro de 2007 haviam 40,1 mil pessoas empregadas; em janeiro de 2008, este número subiu para 45,2 mil, e em janeiro deste ano, alcançou 47,1 mil trabalhadores. Desse total, a câmara automotiva participa com 47%. O dirigente descarta um movimento similar ao que ocorreu na Embraer.

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