Paraná quer duplicar entrega de tratores

Em um ano e meio, desde a criação do programa, foram entregues 2.500 tratores

Denatran estabelece regras de acesso aos sistemas Renavam e Renach
Joinville perde 40% dos voos
Com o tempo o mundo vai “se curvar” aos biocombustíveis, afirma Lula

O governo do Paraná anunciou que irá duplicar a meta do programa Trator Solidário para 2010, prevendo atingir o financiamento de 8 mil tratores de pequeno porte para pequenos e médios produtores rurais. Em um ano e meio, desde a criação do programa, foram entregues 2.500 tratores.

No Trator Solidário, o preço fixado foi de R$ 43.300,00 para o trator com 55 CV de potência e R$ 52.900,00 para o trator com 75 CV de potência. O financiamento é do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), cuja taxa de juros varia de 1% a 5% ao ano, conforme a categoria do agricultor familiar. O financiamento prevê dois anos de carência e mais oito anos para pagamento, um total de dez anos para quitar o débito.

As informações são do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini. Segundo ele, a secretaria, inclusive, iniciou negociações com a montadora Case New Holland, do Grupo Fiat, através do seu diretor, Francesco Pallaro, para tratar da ampliação do Trator Solidário, com o objetivo de atingir nova meta. Pallaro disse que a empresa já está preparada para entregar 250 tratores por mês. Bianchini revelou que a estratégia, daqui para frente, é aumentar o número de entregas mensais e também que Secretaria da Agricultura vai levantar os municípios que tiveram poucos agricultores contemplados para ampliar a entrega de tratores nessas localidades.

Valter Bianchini conta que também propôs à New Holland o estudo de um programa de venda de colheitadeiras nos moldes do programa Trator Solidário: “A ideia é pensar numa possibilidade de redução de custos na venda da colheitadeira e valorização do equipamento usado, para atender a um mercado que tem demanda. Essa colheitadeira usada seria dada como parte de pagamento à fábrica, que por sua vez se responsabilizaria pela revisão e venda com garantia aos pequenos agricultores”, informou o secretário.

“A empresa poderia subsidiar a revisão das máquinas usadas, que seriam vendidas a um preço mais baixo, possibilitando que os pequenos agricultores possam entrar num mercado de colheitadeiras usadas, já que o valor de um equipamento novo está avaliado entre R$ 330 mil a R$ 450 mil”, acrescentou.

Para Bianchini, “também é possível um novo arranjo entre governos federal e estadual e bancos para financiar o equipamento em condições acessíveis aos agricultores, como ocorre no programa Trator Solidário”. Em 13 de janeiro passado, os irmãos Vanderlei e José Felipus, adquiriram o trator número 2.500 do programa em conjunto com o pai e o cunhado. A propriedade da família fica no Assentamento São Francisco de Assis, em Cascavel, onde a Copel assentou os produtores desabrigados da área inundada para formação da represa de Salto Caxias.

O secretário Valter Bianchini disse ainda que a meta de entregar quatro mil tratores até 2010 será cumprida ainda em 2009 e que hoje entre 30% e 35% do movimento de venda de tratores no Paraná está sendo ativado pelo programa Trator Solidário. Assim, o programa pode chegar a responder por 40% ou 45% das vendas da montadora Case New Holland. Se for considerado o Trator Solidário, do governo do Paraná, e o Trator Popular, do governo federal que seguiu modelo do programa paranaense, a expectativa é que 60% do movimento de vendas de tratores da Case New Holland seja atribuído aos dois programas.

COMMENTS