Mato Grosso terá nova alternativa para escoamento da produção

Com a conclusão da obra da eclusa, a região Leste de Mato Grosso terá uma alternativa para escoar a produção agrícola

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As obras da eclusa da usina hidrelétrica de Tucuruí serão concluídas até o final deste ano e até julho de 2010 o canal de navegação, de 459 km no Rio Tocantins, estará pronto para operar com fluxo maior o transporte de cargas entre os municípios de Marabá e de Barcarena, onde está localizado o Porto Vila do Conde (PA). A informação sobre o cronograma de construção foi dada pelo diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, durante reunião com o grupo do Corredor Centro-Norte, que possui representantes dos governos e da iniciativa privada dos estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará. O vice-presidente Leste da Aprosoja em Mato Grosso, Marcos da Rosa, e os diretores Eduardo Moura e Edeon Vaz participaram do encontro.

Com a conclusão da obra da eclusa, a região Leste de Mato Grosso terá uma alternativa para escoar a produção agrícola e, por isso, vem sendo uma das reivindicações da Aprosoja. O Porto Vila do Conde, um dos poucos de alto calado no país, reduzirá a distância para os embarques de soja aos mercados europeu e asiático, diminuindo os custos com frete.

Segundo o vice-presidente Marcos da Rosa, o porto localizado em Barcarena encontra-se a uma distância de 7.741 km do porto de Roterdã (Holanda), enquanto o de Santos (SP) está a 10.741 km, e Paranaguá (PR) fica a 11.041 km do porto holandês.

Marcos da Rosa informa que Vila do Conde também receberá investimentos para ampliar a capacidade para atender o aumento da demanda, segundo afirmou o diretor geral do Dnit. A expectativa é de que já na safra 2010/2011, parte da produção de soja de Mato Grosso seja escoada pelo porto paraense.

Para melhorar o acesso rodoviário até Marabá, a obra da BR-158 também será priorizada. “Pagot explicou que para agilizar os trabalhos, o Dnit está abrindo concorrências públicas por trechos, sendo que alguns já foram contratados”, explica o vice-presidente.

“As eclusas criam canais viáveis de navegação. Sentimos vontade dos órgãos competentes do governo federal em realizar obras importantes, como também a BR-163. Mas sentimos também certo descrédito em relação à hidrovia Araguaia/Rio das Mortes”, afirma o diretor da Aprosoja/MT, Eduardo Moura, ao destacar a importância do grupo do Corredor Centro-Norte para fazer esforços políticos e sugerir investimentos em logística de transporte para a região.

O grupo apresentou uma pauta com reivindicações de obras nos modais de transporte (ferroviário, hidroviário e rodoviário), para criar um importante corredor de exportação entre os estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país.
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