Lupi quer IPI reduzido para evitar demissões

A ideia é prorrogar o imposto reduzido por mais três meses. Porém, na proposta, o ministro incluiu, em contrapartida, a manutenção do nível de emprego nas montadoras

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Preocupado em estancar a onda de demissões na indústria automobilística, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, já sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a extensão do prazo de vigência da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos, que vence em 31 de março. A ideia é prorrogar o imposto reduzido por mais três meses. Porém, na proposta, o ministro incluiu, em contrapartida, a manutenção do nível de emprego nas montadoras, revelou uma fonte do Ministério do Trabalho. Desde o agravamento da crise financeira mundial, o governo já injetou R$ 8,2 bilhões em recursos na indústria automobilística, fora a desoneração de impostos.

A equipe econômica do Ministério da Fazenda, que tem que bater o martelo a favor da medida, não confirmou se há estudo na casa sobre a prorrogação do prazo para manter o IPI reduzido. Essa seria mais uma medida do governo para minimizar os impactos da crise mundial na indústria automobilística. Desde o ano passado, foram cinco medidas para o setor. Em novembro de 2008, o governo federal liberou crédito de R$ 4 bilhões, por intermédio do Banco do Brasil, para as compras de carteiras de crédito dos bancos e financeiras ligadas às montadoras de veículos. Reduziu também o IPI para estimular as vendas de carros novos, assim como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Além disso, a indústria recebeu R$ 4 bilhões da Nossa Caixa, incorporada pelo Banco do Brasil, inicialmente para carros novos e na última sexta-feira o crédito foi estendido para carros usados.

Antes disso, o ministro Lupi havia anunciado a liberação de uma cifra inicial de R$ 200 milhões para revendedoras de carros usados, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Essa linha de crédito de capital de giro será concedida também pelo Banco do Brasil.

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