Governo quer tecnologia do trem de alta velocidade

A ideia é constituir uma estatal ou um instituto de pesquisa em ferrovias para absorver a tecnologia usada pela empresa ganhadora da licitação do trem-bala para que no futuro o Brasil possa começar a fabricar peças e componentes a partir desses estudos

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O governo confirmou hoje que irá criar uma estatal para coordenar a transferência de tecnologia do trem de alta velocidade que ligará o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas. A ideia é constituir uma estatal ou um instituto de pesquisa em ferrovias para absorver a tecnologia usada pela empresa ganhadora da licitação do trem-bala para que no futuro o Brasil possa começar a fabricar peças e componentes a partir desses estudos, disse o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

O secretário disse que o governo ainda não decidiu se será uma empresa estatal ou um instituto que vai coordenar o projeto. “A forma exata está sendo discutida, estamos concluindo os estudos”, declarou. Passos também informou que a criação e instalação desse órgão está vinculado ao cronograma de licitação para o trem. Ele disse ainda que o governo não cogitou a hipótese de criar uma estatal para construir e operar o trem-bala.

O secretário disse que nos estudos já realizados pela área técnica do Ministério dos Transportes não foi avaliado o custo de implantação do órgão nem quantos funcionários terá. Porém, ele afirmou que esse novo órgão será “enxuto”, e que não necessitará de uma grande estrutura. “Não vai ser necessário uma estrutura pesada, mas serão necessários profissionais de altíssimo nível”, afirmou. Esse órgão teria de fazer a interlocução com as universidades, com as concessionárias de transporte rodoviário e com as empresas fornecedoras e detentoras de tecnologia.

O edital para a construção do trem de alta velocidade entre Campinas e Rio, que deve ser lançado em 15 de junho e o leilão deverá acontecer em agosto, 60 dias após o lançamento do edital, como o previsto em lei. O governo pretende que o trem fique pronto em 2014, ano em que o Brasil sedia a Copa do Mundo de Futebol. O orçamento inicial para o projeto é de cerca de US$ 11 bilhões.

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