Financiamento para aeronaves da Azul continua em negociação

A Azul Linhas Aéreas negocia com o BNDES a aquisição de quatro jatos da fabricante brasileira

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A insatisfação do governo com a demissão de 4,2 mil trabalhadores da Embraer, anunciada na semana passada, não deverá prejudicar o financiamento que a Azul Linhas Aéreas está negociando com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição de quatro jatos da fabricante brasileira. A avaliação é do diretor de relações institucionais da companhia aérea, Adalberto Febeliano.

“Isso (as demissões da Embraer dificultarem financiamento do BNDES) não faz nenhum sentido. Não é à base de represálias que vai se resolver essa questão. Todos os fabricantes de aeronaves estão sentindo a crise, com adiamento de entregas e cancelamentos”, disse Febeliano. O executivo não estimou a quantia que está sendo pleiteada e afirma que o agente financeiro de dois dos aviões deverá ser o Banco do Brasil. Na avaliação do executivo, essa seria uma forma de diluir o risco da operação capitaneada pelo BNDES.

Além das quatro aeronaves que deverão ser financiadas pelo BNDES, Febeliano conta que a Azul negocia um financiamento externo para uma quinta aeronave. O nome da instituição, porém, não foi revelado. Uma fonte do setor afirma que se trata de um banco alemão. Segundo essa pessoa, o fato de a Azul estar procurando uma fonte de financiamento externo para financiar uma aeronave, em vez de optar pelo BNDES, é uma estratégia para a empresa não ter alta dependência de apenas uma fonte de financiamento.

Frota menor – Febeliano afirma que a frota da Azul em 2009 poderá ser menor do que a inicialmente planejada: de 16 para 14 aeronaves. A Azul tem atualmente sete jatos em operação. Como o financiamento para cinco aeronaves já está em fase adiantada de negociações, ficaria faltando garantir crédito para mais dois jatos.

“A frota depende um pouco de como o mercado for reagindo. Nós temos hoje um mercado que está muito seco em termos de liquidez, inclusive para financiamento de aeronaves. Num mercado como esse você até pode ir atrás e conseguir um financiamento, mas não necessariamente em condições boas”, afirmou Febeliano.

No dia 22 de janeiro, o presidente executivo da Azul, Pedro Janot, havia informado que a companhia negociava um financiamento de US$ 50 milhões com o BNDES para a aquisição de duas aeronaves. Naquela ocasião, Janot já havia falado das dificuldades para obtenção de financiamento externo por conta da escassez de crédito no mercado internacional, o que poderia alterar o planejamento de frota da companhia previsto até o final deste ano.

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