Cummins mantém investimentos no Brasil

Apesar da crise que provoca férias coletivas, empresa aposta no futuro

BNDES poderá emprestar até R$ 360 milhões para MRS
Detran investiu R$ 634,8 milhões nas estradas do Paraná desde 2003
ANTT publica edital de concessão de rodovias

A Cummins, fabricante de motores diesel, também vai aderir às férias coletivas pa a adequar a produção à fraca demanda do mercado brasileiro de caminhões.

Além de parar na semana do Carnaval, a empresa ainda negocia suspender as atividades por mais 10 dias em março. “Vamos utilizar todas as alternativas para evitar mais demissões”, disse Luis Pasquotto, diretor-geral da unidade de negócios de motores da Cummins do Brasil.

Por causa da crise mundial, que interrompeu a trajetória de crescimento do mercado brasileiro e fez desaparecer os compradores no exterior, a Cummins teve que eliminar o terceiro turno na sua fábrica de Guarulhos (SP) e demitir 192 funcionários da produção e setor administrativo. “Essa foi a alternativa para ajustar a estrutura de custo ao tamanho dos negócios da empresa no País”, disse Pasquotto.

Depois de um período de muito esforço para dar conta da grande demanda em 2008, a Cummins se prepara agora para uma produção menor em 2009. “Em janeiro tivemos muitos cortes nos pedidos, o que fez reduzir em 35 unidades a produção de motores em janeiro em comparação a janeiro de 2008”, disse Luis Pasquotto, diretor-geral da unidade de negócios de motores da Cummins do Brasil.

Sem fazer comparativos com 2007 e 2008 — considerados “anos dourados” —, Pasquotto considera normal o nível de atividade ser mais fraco no primeiro mês do ano. Mas disse estar surpreso com a queda do mercado de caminhões no início deste ano. “Este mês os negócios também serão fracos e está difícil prever os números de março, que darão uma posição mais firme sobre o futuro do setor automotivo no País”, diz o diretor da Cummins.

Sem conseguir avaliar quando os negócios em todo o mundo se normalizarão, o diretor da Cummins comenta que de todas as crises que já presenciou esta é a mais grave. “Primeiro porque nenhuma outra crise foi tão drástica, repentina e traiçoeira e segundo porque esta crise paralisou o mundo todo”, diz Pasquotto. “Assim como no mercado interno, as exportações também tiveram uma redução entre 25% e 30% em janeiro”, disse o diretor da Cummins.

Diante deste cenário, a estratégia da empresa é manter os investimentos essenciais no País. “Aqui no Brasil os investimentos que irão fazer a ponte para o futuro continuam, como os novos produtos para adequar às novas leis ambientais, continuam. Já os projetos que não são absolutamente necessários, como reforma de prédio, foram adiados”, destacou Pasquotto.

Nos últimos cinco anos a Cummins investiu US$ 115 milhões no Brasil. Em 2009 a empresa prevê aplicar US$ 20 milhões, para manter a atualização das operações. “A empresa não pode parar suas atividades, pois pior do que ter crise é não ter produto e eficiência dos processos”, comentou Pasquotto.

Em 2008 a Cummins fechou com uma produção de 86 mil motores. O volume ficou 6,5% abaixo das 92 mil unidades estimadas e acima das projeções feitas no início do ano (77 mil unidades).

A matriz, nos Estados Unidos, fechou 2008 com faturamento de US$ 14,34 bilhões, quantia 10% superior a 2007 (US$ 13,05 bilhões). O Brasil tem cerca de 7% de participação no resultado total.

COMMENTS