Calado do Porto de Itajaí deve voltar ao nível normal em março

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Três meses depois das enchentes que destruíram parcialmente um armazém e dois berços do cais do Porto de Itajaí e paralisaram as operações no complexo portuário do Rio Itajaí-Açu, os terminais de Itajaí e Navegantes, nas duas margens, recebem somente navios leves e com pouca carga.

O calado do rio, antes de 11,3 metros, chegou a ficar em sete metros com o assoreamento. Depois de um mês de operações das duas dragas chinesas contratadas pela Secretaria Especial de Portos (SEP), chegou a 9,5 metros na semana passada. A expectativa é chegar ao calado de 11,3 metros dia 15 de março.

Um projeto conjunto entre o Porto de Itajaí e o de Navegantes prevê o aprofundamento do calado para 14 metros. A Portonave, que opera em Navegantes, vai investir R$ 600 mil no projeto e nos estudos ambientais, que devem ser concluídos ainda este ano, de acordo com o superintendente Osmari de Castilho Ribas. As obras serão incluídas no PAC.

De acordo com o superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Jr, com a destruição a queda da movimentação da economia chegou a 85% no Porto de Itajaí e na cidade. O terminal operou com 30% da capacidade com o calado de 8,4 metros em janeiro. Com os 9,5 metros, terá condições de atender entre 60% e 70% da demanda.

— Dos 90 navios por mês, recebemos 47 em janeiro. Nossa média de 16 mil contêineres por mês caiu para 2,4 mil em janeiro. Operávamos com 15 mil toneladas, mas com calado reduzido, foi para 4 mil toneladas. O que manteve a economia girando foi a liberação do FGTS e o pacto dos empresários de não demitir os funcionários — diz Ayres.

O presidente do Sindicato dos Estivadores de Itajaí, Saul Airoso da Silva, conta que a entidade conseguiu a recolocação dos trabalhadores nos portos de Manaus (AM), São Sebastião (SP), São Francisco do Sul e Imbituba. Isso porque eles trabalham por jornada, conforme o número de navios no cais.

Reconstrução dos berços

Desde o assoreamento do rio, o porto está operando apenas com o berço 4, porque os outros dois foram destruídos. As obras de reconstrução dos dois berços afetados e do armazém atingido foram iniciadas na terça-feira passada, com investimento de R$ 200 milhões. A previsão para conclusão é de seis meses.

— Mas isso não quer dizer que vamos retomar nossa capacidade apenas dentro de seis meses. O berço zero, agora chamado berço 1, vai entrar em operações na primeira quinzena de março e vamos receber mais três equipamentos MHC, o que vai garantir produtividade equivalente à anterior — afirma Ayres.

Na outra margem do rio, na Portonave, a expectativa é retomar a normalidade o quanto antes.

— Muitas linhas foram desviadas, mas deve haver uma retomada automática em função da logística do complexo portuário. Os ajustes devem ocorrer junto aos armadores e o nosso custo logístico será um atrativo — aposta o superintendente Castilho.

Segundo ele, a adequação deve ocorrer em abril e, em maio, as operações serão completamente normalizadas. Mesmo com a crise e com as enchentes, que tiraram, de 2008, 45 dias na comparação com 2007, houve crescimento da movimentação no Porto de Navegantes.

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