Avianca garante financiamentos para aviões que vai receber durante 2009

O presidente da companhia aérea, Fabio Villegas, disse que a empresa já tem contratado com um pool de bancos os empréstimos para os aviões que serão entregues este ano

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A Avianca Linhas Aéreas, empresa do grupo brasileiro Synergy, que controla a OceanAir, vai tentar o financiamento junto a Airbus para os 12 aviões que devem ser entregues no próximo ano.

O presidente da companhia aérea, Fabio Villegas, disse que a empresa já tem contratado com um pool de bancos os empréstimos para os aviões que serão entregues este ano. “Mesmo com a escassez de crédito no mercado internacional, as entregas para este ano estão garantidas. O trabalho agora é contratar financiamentos para os aviões que deverão ser incorporados em nossa frota em 2010”, disse Villegas.

Financiamento de US$ 6 bi

A linha que Avianca está estudando é um financiamento junto à Airbus de cerca de US$ 6 bilhões como garantia dos pedidos dos clientes. “É um dinheiro mais barato e se conseguirmos este financiamento vamos utilizá-lo para os aviões que serão entregues neste ano. Faremos uma substituição de financiamentos. O mais caro será postergado para o próximo ano”, disse o executivo.

Lucro

O plano de frota da Avi-anca prevê investimentos de US$ 7,3 bilhões para a compra de 72 aviões, sendo 60 da Airbus, entre A330 e da família A320, e 12 Boeing 787.

“O acordo com a Airbus deve estar fechado até abril deste ano. Mas é bom ressaltar que nosso plano de frota não está ameaçado por falta de financiamento. Somos uma das poucas companhias mundiais que neste momento de crise conseguiu obter lucro na operação de 2008”, disse.

Com efeito, ano passado a empresa lucrou US$ 165,22 milhões ante um lucro de US$ 233 milhões obtidos em 2007. “A baixa do combustível compensou a queda da demanda nos últimos meses do ano. Isso evitou prejuízos”, disse o executivo.

Custos totais

No período os custos totais da companhia passaram de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,5 bilhão. Dessas despesas cerca de 40% foram com combustível utilizado pela Avianca. “Para diminuir o risco, fizemos um hedge de 25% do consumo de querosene de aviação a US$ 80 o litro, mas os contratos já venceram e não pretendemos realizar hedge este ano. Vamos desfrutar dos preços baixos do petróleo”, afirmou o executivo.

Villegas acredita que neste ano a demanda mundial deverá cair entre 8% a 9%, o que representará um esforço maior da companhia para superar esta queda mundial. “No ano passado, não fomos tão afetados pela crise econômica como as companhias norte-americanas ou européias.

A América Latina suportou melhor esta desaceleração no ano passado, mas 2009, as coisas são diferentes e precisaremos de mais esforço para nos sustentarmos neste novo mercado”, ressaltou Villegas.

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