Apesar de atraso nas obras, secretário diz que Arco Rodoviário será entregue no prazo

Segundo Luiz Fernando Pezão, as chuvas que atingiram diversas regiões do estado no fim do ano passado, além das dificuldades para obter licenças de órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), acabaram atrasando as obras no trecho de 72 quilômetros

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As obras do Arco Rodoviário do Rio de Janeiro, um dos principais projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão atrasadas. A afirmação é do vice-governador e secretário de Obras do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

Segundo ele, as chuvas que atingiram diversas regiões do estado no fim do ano passado, além das dificuldades para obter licenças de órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), acabaram atrasando as obras no trecho de 72 quilômetros, o principal do arco, que está sob responsabilidade do governo estadual.

Pezão garantiu, no entanto, que o prazo para entrega deste segmento do arco, em setembro de 2010, será cumprido. Ele informou que as obras no trecho devem começar de fato até março.

“Está atrasado, mas não muito. Temos uma folga no cronograma porque esses atrasos são previstos. Agora já resolvemos toda a questão do licenciamento ambiental e vamos cumprir o prazo de entrega”, afirmou ele, que participou hoje (5), no Rio de Janeiro, da inauguração de uma rua no Complexo Pavão-Pavãozinho-Cantagalo. A obra faz parte do projeto de urbanização dessas comunidades no âmbito do PAC.

Ao todo, o Arco Metropolitano é formado por quatro trechos, incluindo um segmento que serve apenas de ligação e já é operado por uma concessionária. Juntos, eles somam 145 quilômetros de extensão que integram todas as rodovias federais no estado, cortando a Baixada Fluminense e ligando o Porto de Itaguaí ao Complexo Petroquímico de Itaboraí.

O restante do projeto, que está a cargo do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), também está com atrasos, conforme reconheceu a superintendência do órgão no Rio, sem dar mais detalhes. O Dnit garante, no entanto, que não haverá alterações no prazo de conclusão, no final de 2010.

De acordo com dados divulgados ontem (4), pela Casa Civil, durante balanço dos dois anos de atividades do PAC, apenas a duplicação do trecho de 26 quilômetros entre Santa Cruz, na zona oeste do Rio, e o município de Mangaratiba, no Sul Fluminense, que dá acesso ao traçado principal do arco, está em plena execução. Até agora, segundo aponta o documento, foram executadas 59% das atividades previstas. A entrega do trecho deve acontecer até o fim de abril deste ano.

O empreendimento, considerado a mais importante obra viária dos últimos anos no estado do Rio, prevê investimentos de aproximadamente R$ 800 milhões em recursos federais e estaduais.

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