ANTAQ, SEP e Holanda estabelecem agenda de cooperação técnica voltada ao transporte aquaviário

A comitiva brasileira esteve reunida, na Europa, com autoridades, especialistas e empresários holandeses entre os dias 21 e 26 de janeiro

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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, e os gerentes Fernando Fonseca (Regulação Portuária) e Luiz Alves (Fiscalização da Navegação Interior), além do ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, estabeleceram agenda de cooperação técnica voltada ao transporte aquaviário com a Holanda. A comitiva brasileira esteve reunida, na Europa, com autoridades, especialistas e empresários holandeses entre os dias 21 e 26 de janeiro.

A visita técnica à Holanda marcou a continuidade das atividades do Grupo de Trabalho Brasil-Países Baixos para Cooperação no Setor Portuário. Na agenda, ficou estabelecido que os holandeses irão contribuir com os brasileiros nas seguintes áreas: planejamento portuário, dragagem, transporte intermodal, sistemas logísticos, treinamento de pessoal, entre outras.

“Firmar acordos internacionais é sempre um ganho para o Brasil, porque pode-se aplicar o conhecimento adquirido através de experiências já consolidadas em projetos que o país vem desenvolvendo para o setor portuário”, comentou Fialho.

Durante a visita à Holanda, os representantes da ANTAQ puderam conhecer os portos de Terneuzen e Vlissingen. “O Porto de Vlissingen, por exemplo, é de múltiplo uso. Movimenta granéis líquido e sólido, além de contêineres. Há, inclusive, cargas da Aracruz Celulose. Esses portos, também, recebem muitas cargas do transporte hidroviário”, ressaltou Fonseca.

No dia 23 de janeiro, Fialho, Fonseca e Alves participaram de reunião em Haia, na qual ficou estabelecida a agenda de cooperação técnica com os holandeses. Além disso, foram discutidos os detalhes dos seminários que serão organizados pela SEP sobre portos e pela ANTAQ sobre hidrovias, no início de março.

Nesse mesmo dia, a comitiva da ANTAQ visitou o Porto de Roterdã. “É o maior porto da Europa, sendo significativa a parte do modal hidroviário no transporte de cargas até o porto. Além disso, Roterdã tem inúmeros terminais”, apontou Fonseca, destacando que, no porto, há um centro de treinamento moderno, com diversos simuladores de operações portuárias.

“O Porto de Roterdã é gigantesco e os holandeses realizam planejamentos de longo prazo para desenvolver ainda mais as instalações portuárias. A ideia é incrementar, ainda mais, o porto, até com parcerias com portos brasileiros, entre eles o de Suape”, citou o gerente de Regulação Portuária.

No dia 26 de janeiro, a comitiva da ANTAQ visitou as instalações de Verkeersport, em Dordrecht, um órgão do governo holandês responsável pelo gerenciamento, supervisão e controle do tráfego das embarcações da navegação interior. “Eles têm um complexo controle de estatística voltado para a navegação interior. Com esse sistema, é possível saber tudo sobre a embarcação, o que ela transporta, que horas é a sua chegada, quantos tripulantes estão nela, entre outras informações importantes”, destacou Alves.

Alves lembrou, ainda, que o setor de fiscalização da navegação interior da Holanda trabalha diferente em relação ao Brasil. “Lá, o trabalho é mais voltado às estatísticas. No Brasil, trabalha-se muito com fiscalização em relação a autorizações e à regulação”, explicou o gerente.

Ainda nesse mesmo dia, aconteceu a visita ao estaleiro Damen, na cidade de Gorinchen. De Dordrecht a Gorinchen, o diretor-geral da ANTAQ aproveitou para acertar com autoridades holandesas outros detalhes da programação que será apresentada no seminário organizado pela Agência nos dias 4 e 5 de março, em Brasília. No estaleiro Damen, a comitiva pôde analisar como são construídas embarcações de apoio portuário, entre elas rebocadores.

“Promover estudos que visem o desenvolvimento do setor aquaviário é uma das competências da ANTAQ. É por essa razão que a Agência, na medida do possível, fomenta a troca de experiências com o intuito de gerar novas oportunidades de negócios e diretrizes para o planejamento do setor”, ressaltou Fialho.

Depois da Holanda, o diretor-geral da ANTAQ e os gerentes seguiram para Dinamarca. No primeiro dia de trabalho (28 de janeiro), os representantes da Agência visitaram as instalações do Porto de Fredericia. “É um porto de uso múltiplo, que dispõe de dois diques para construção e reparo navais”, apontou o gerente de Regulação Portuária.

Depois da visita ao Porto de Fredericia, a comitiva pôde conhecer o estaleiro Odense Steel Shipyard, do grupo AP Moller Maersk. Lá, o diretor-geral e os gerentes analisaram a construção de navios que transportam contêineres. Essas embarcações têm capacidade de transportar 11 mil TEUS.

No dia 29, foi a vez de conhecer, em Copenhague, um órgão do governo dinamarquês que se assemelha à Capitania dos Portos do Brasil e que possui, também, um centro de capacitação para tripulantes.

Depois disso, o ministro-chefe da SEP e o diretor-geral da ANTAQ fizeram apresentações para representantes da Associação Dinamarquesa de Proprietários de Embarcações. Brito abordou as oportunidades de investimento nos portos brasileiros. Já Fialho destacou as atribuições da Agência relacionadas à fiscalização e à regulação do setor portuário.

Ainda no dia 29, a comitiva realizou visita técnica ao Porto de Copenhague. Lá, os representantes brasileiros destacaram que o porto movimenta contêineres, granéis sólidos e líquidos, além das operações de transporte de passageiros.

No último dia de trabalho (30 de janeiro), Fialho, Fonseca e Alves, além de representantes da SEP, visitaram a sede da empresa de dragagem Rohde Nielsen A/S. Na oportunidade, a comitiva brasileira pôde conhecer os equipamentos e serviços realizados pela empresa em diversos portos do mundo. Depois desse compromisso, os representantes brasileiros visitaram as instalações do grupo AP Moller Maersk. O grupo realiza diversos trabalhos, desde construção de embarcações à exploração de petróleo.

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