Airbus adia contrato por mais um ano

A companhia ainda pode conseguir acordo para negócios que se completaram quando o mercado se recuperar

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A Airbus, que estava em conversações com a China para uma encomenda de 200 aviões, não espera firmar nenhum contrato com o país este ano, segundo executivos da empresa aeronáutica.

A companhia ainda pode conseguir acordo para negócios que se completaram quando o mercado se recuperar, disse um dos executivos, que se negou a ser identificado.

Internacionalização – Para Airbus, “China é uma parte crucial de sua estratégia fora da Europa”, disse Doug McVitie, diretor da Arran Aerospace, uma consultoria de Dinan, França.

A China já é o segundo maior mercado para aviões comerciais desde 2007 e permanecerá neste patamar até o ano de 2026, segundo estimativas da Airbus. O país provavelmente necessitará de 3.238 aviões de passageiros, o que irá gerar recursos da ordem de US$ 391, 2 bilhões durante este período segundo a Airbus.

Unidade de Tianjin – A companhia planeja entregar a primeira aeronave montada na China, em Tianjin, em meados deste ano. A empresa começou a construir a fábrica, a primeira fora da Europa, em maio de 2007. A Airbus esperava a sua primeira entrega chinesa do contrato de 150 a 200 aviões, incluindo A 320, A330 e A 350, para o Ano Novo Lunar em janeiro, disse o diretor comercial Jonh Leahy em novembro.

A fabricante européia ganhou um pedido de US$ 17 bilhões de 160 aviões em novembro de 2007, depois de um acordo de US$ 10 bilhões para 150 aeronaves em 2005 e 2006. O último grande pedido chinês para a Boeing, a maior concorrente da Airbus, teve um valor de US$ 9 bilhões.

Ajustes – A Airbus vai reajustar os níveis de produção da família A320 de 36 para 34 aeronaves por mês, a partir de outubro de 2009. Os níveis de produção das famílias A330 e A340 permanecerão em 8,5 aeronaves por mês e não sofrerão acréscimo como planejado anteriormente. Essa decisão reflete as expectativas da Airbus em relação à demanda do mercado em um momento de adaptação das companhias aéreas e de incertezas causadas pela crise econômica mundial.

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