Transporte é o setor que mais realiza obras, diz Anefac

Para o setor de transportes, o governo previu investimentos de R$ 58,3 bilhões, até 2010, quando o PAC deverá ser finalizado

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Mesmo com a crise financeira mundial podendo atrapalhar os projetos do governo com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no setor de transportes, este segmento foi o que mais desenvolveu suas obras de 2007 para cá, em termos de cronograma. A avaliação é de Roberto Vertamatti, diretor executivo de finanças da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Para o setor de transportes, o governo previu investimentos de R$ 58,3 bilhões, até 2010, quando o PAC deverá ser finalizado. “Metade do programa de ampliação da malha navegável, na área de hidrovia, já foi feita, porém existem algumas dificuldades em relação à logística. Em termos de rodovias serão melhoradas 2.970 km, que estão dentro do cronograma”, avalia o diretor executivo da Anefac.

Com relação à privatização e concessão de rodovias, Vertamatti enfatiza que dos 4.300 km que estão no projeto, em torno de 20% e 30% das obras estão atrasadas, devido a questões burocráticas. Dentro do PAC também está prevista a construção de 6.300 km de ferrovias, que no momento está dentro do cronograma apresentado pelo governo.

De acordo com Vertamatti, a questão central deste ramo não é o crédito, ao passo que os recursos não são originados do exterior, e sim questões envolvendo licitações e leis ambientais.

Na opinião do Ministro Interino dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, o programa tem sido perseguido pelo governo com o foco para a realização. “Estamos avançando com investimentos em ferrovias e rodovias, com duplicação, pavimentação, entre outras ações”, avalia.

Para exemplificar que os projetos estão em andamento, o ministro citou o leilão de concessão de rodovias federais à iniciativa privada ocorrido ontem, cujo vencedor foi o Consórcio RodoBahia, que levou 680,6 quilômetros na Bahia. O investimento previsto pelo governo é da ordem de R$ 1,9 bilhão.

Já na visão de Olivier Girard, diretor de logística, transporte e infra-estrutura da Trevisan Consultoria, as obras ferroviárias incluídas no PAC não avançaram muito, continuam paradas, enquanto que contornos e obras menores não saíram do papel (em termos rodoviários).

No setor de portos e aeroportos parece que a situação está um pouco mais complicada. Roberto Vertamatti avalia que dos 19 portos que estão dentro do PAC, todos eles estão atrasados, e no caso de Itajaí, com o problema da enchente está inativo e deverá atrasar ainda mais as obras, em função do acidente climático. Nos aeroportos também existem atrasos nos projetos, que segundo Vertamatti, por questões burocráticas.

“De maneira geral, vejo com pessimismo que até 2010 vamos ter parte significativa do que está previsto no PAC. Isto é ruim porque estamos perdendo mão-de-obra em função da crise financeira mundial”, finaliza Roberto Vertamatti, diretor executivo de finanças da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

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