São Francisco estuda cobrar pedágio urbano

Utilizando US$ 1 milhão dos recursos federais, San Francisco County Trasnportation Authority, órgão que cuida do transporte na cidade, analisa várias opções de "estabelecer uma tarifação contra o congestionamento"

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Seguindo o exemplo de cidades com trânsito intenso, como Londres e Cingapura, autoridades de San Francisco analisam um plano para aliviar o tráfego por meio da cobrança de uma taxa aos motoristas que entrarem em áreas conhecidamente congestionadas da cidade.

Utilizando US$ 1 milhão dos recursos federais, San Francisco County Trasnportation Authority, órgão que cuida do transporte na cidade, analisa várias opções de “estabelecer uma tarifação contra o congestionamento”. Caso aprovada, essa política de pedágio urbano transformará San Francisco na primeira cidade dos Estados Unidos a cobrar dos veículos uma taxa por penetrar em certos locais a certas horas.

“Quero uma San Francisco muito menos congestionada e muito mais fácil para se trafegar” disse o membro do conselho de supervisão de San Francisco, Jake McGoldrick, que analisou propostas de tarifação de congestionamento e que deixa o cargo no dia 8 deste mês.

O pedágio urbano em geral visa afastar os motoristas de seus carros e fazer com que utilizem ônibus, metrô e bicicletas, por meio da elevação do custo quando se dirige em certas áreas da cidade durante os horários de pico. A tarifação ajuda a gerar recursos para melhorar o transporte público.

Londres começou a cobrar dos motoristas em 2003 para entrar na parte central da cidade. Cingapura e Estocolmo (Suécia) também utilizam tal tarifação. No último ano, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, defendeu uma proposta para cobrar dos motoristas uma taxa de US$ 8 para transitar em uma área de Manhattan com tráfego pesado, mas o projeto foi rejeitado pela Assembléia estadual.

McGoldrick afirmou que aderiu a esta idéia em 2005, quando encontrou-se com o ex-prefeito de Londres, Ken Livingstone, o qual ele apelidou de “senhor gerenciador de trânsito”.

Proposta ainda leva tempo – Os americanos têm uma visão muito restrita quanto o assunto é a utilização de automóveis, defendeu McGoldrick, cuja esposa é inglesa. “É difícil para as pessoas considerar outras possibilidades de transporte já que a cultura de automóveis é muito forte aqui.”

Entretanto, tal plano não será implementado tão rapidamente, mesmo em São Francisco, que possui um dos mais agressivos programas de reciclagem do país e já baniu o uso de sacos plásticos em seus supermercados.

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