Novo dono da Allison quer dobrar as vendas

O diretor de operações da empresa para a região, Evaldo Oliveira, disse que o mercado sul-americano deverá ter em 2009 o mesmo desempenho do registrado em 2007 e abaixo do volume de 2008

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Depois de concluir o desligamento com a General Motors (GM) a Allison Transmission deverá aumentar sua participação na América do Sul nos próximos cinco anos. O diretor de operações da empresa para a região, Evaldo Oliveira, disse que o mercado sul-americano deverá ter em 2009 o mesmo desempenho do registrado em 2007 e abaixo do volume de 2008.

Na América do Sul, a empresa vendeu no ano passado cerca de 3 mil transmissões automáticas para veículos pesados. “Mesmo com a queda esperada, teremos um mercado excelente que poderá atingir a nossa meta de crescimento nos próximos anos”, disse Oliveira.

A Allison fornece transmissão automática para caminhões e ônibus em operações urbanas e, na América do Sul , tem como clientes a Mercedes-Benz, Agrale, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Scania. “Atuamos em um mercado específico de veículos comerciais urbanos que dependem muito das transmissões automáticas, como ônibus, caminhões de lixo, por isso, o mercado é bem restrito e com muito potencial para crescer. Temos muito trabalho”, disse o executivo. Hoje, a empresa detém apenas 3% do mercado sul-americano

A Allison Transmission do Brasil anunciou, no dia 1º de dezembro, a conclusão do processo de seu desligamento da General Motors, iniciado no segundo semestre do ano passado. A aquisição, que aconteceu no mundo inteiro em 2007, inclui as sete instalações industriais em Indianápolis (EUA), o centro de distribuição internacional e os escritórios de vendas. A compra foi feita pelos fundos de investimentos privados Carlyle e Onex Corporation, em agosto de 2007, pelo valor de US$ 5,575 bilhões. O Brasil foi um dos últimos países a finalizar o desligamento da GM. “A empresa passa a atuar de forma independente e com mais autonomia na tomada de decisões. Seguimos como fornecedores de transmissões automáticas para o mercado nacional e internalizamos as áreas em que a GM era responsável como, por exemplo, os departamentos de RH e financeiro”.

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