Governo do RJ, prefeitura e BID firmam contrato para criação de Corredor Expresso

O estudo será elaborado pelo consórcio franco-brasileiro Systra-Setepla, vencedor da licitação, e custará R$ 2.512 milhões

Embarques de arroz superam importações
Câmara aprova alterações em rodovias de Goiás
MRV espera pelo menos repetir desempenho de 2008

Convênio assinado hoje (29) entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o governo do estado e a prefeitura do Rio de Janeiro vai garantir o financiamento do projeto de estruturação de um Corredor Expresso Rodoviário na Avenida Brasil, principal via de acesso ao centro do Rio para quem sai das zonas norte e oeste da cidade e da Baixada Fluminense.

O estudo será elaborado pelo consórcio franco-brasileiro Systra-Setepla, vencedor da licitação, e custará R$ 2.512 milhões, sendo que 80% dos recursos serão financiados pelo BID, a fundo perdido, e o restante será custeado pelo governo estadual.

O secretário Estadual de Transportes, Julio Lopes, explicou que o projeto vai se basear em Sistemas de Ônibus Rápido (BRT – sigla em inglês) já utilizados em cidades como Curitiba e Bogotá, que funcionam como uma espécie de metrô sobre rodas, com faixas exclusivas para ônibus.  Segundo ele, o corredor terá 14 quilômetros de extensão e pretende desafogar o caótico trânsito da Avenida Brasil, por onde passam diariamente cerca de 800 mil passageiros e 250 mil veículos.

“O importante é que essa faixa seja totalmente segregada para evitar o que ocorre hoje: há uma faixa seletiva, que é invadida freqüentemente, acarretando colisões e interrupções do fluxo. Queremos garantir que esse corredor seja realmente de deslocamento rápido e seguro”.

De acordo com o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, além de reestruturar de forma eficiente a logística dos transportes coletivos e sua integração, por meio do bilhete único, o BRT irá contribuir para a diminuição da poluição, da quantidade de veículos e, portanto, da emissão de gás carbônico na atmosfera.

O prazo de elaboração e definição do projeto é de aproximadamente um ano, informou a representante do consórcio responsável, Ivanice Schutz Veiga, e terá três etapas: a primeira estudará formas de implantação de melhorias físicas e operacionais da via e proximidades; a segunda contará com a cooperação das empresas de ônibus e dos municípios e buscará racionalizar as linhas intermunicipais e municipais; a última estudará a implantação do corredor BRT e de novos terminais.

A partir daí, deverá ser aberto um processo de licitação para a implementação das obras e melhorias da via e não há previsão de conclusão do corredor expresso.

Além dos secretários estadual e municipal de Transportes, participaram da solenidade o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o governador em exercício, Luiz Fernando Pezão, representantes dos municípios que também serão beneficiados pelo BRT (Duque de Caxias, São João de Meriti, Queimados, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita e Nova Iguaçu), e das empresas de ônibus que operam na região.

Link para a matéria

COMMENTS