Com lição de casa feita, TA projeta 2009 no azul

Luchiari tem explicação convincente para justificar desvios de rotas que levam especialmente transportadoras ao vermelho

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A crise que começou nos EUA e gradativamente contaminou o mundo não tira o sono de Celso Luchiari, diretor administrativo e financeiro da Transportadora Americana (TA), na lista das maiores do País. “Desde 2007 estamos fazendo nossa lição de casa para corrigir besteiras que fizemos em algum momento e que provocaram margens insatisfatórias de lucro”, diz.

Criada em 1941, há 68 anos, a TA precisou corrigir os erros que determinaram o jejum de lucros. Em 2006 e 2007 teve margem zero ou negativa. “Em 2008 voltamos ao azul, mas ainda fraco, com 2% na última linha. E, para 2008, quando só se fala em caos, projetamos 4% de lucro líquido no mínimo.”

Luchiari tem explicação convincente para justificar desvios de rotas que levam especialmente transportadoras ao vermelho. “Em ambiente de expanção da economia, como foi o caso de 2007 e 2008, as cargas aumentam, e os custos também, Há mais trânsito, maior restrição ao tráfego de caminhões, os investimentos em ativos aumentam e o cliente nem sempre dá contrapartida em reajustes. Acaba que se transporta mais, porem nem sempre com margens satisfatórias.”

Luchiari admite que, em 2007, quando começou o saneamento e a busca por produtividade na TA, a crise nem passava por sua cabeça. “Mas, durante 32 anos que estou no negócio vivi muitas crises. A mais profunda foi em 1990, durante o Plano Collor, quando houve confisco”, diz para emendar. “As adversidades nos deram uma lição que seguimos: se não estiver devendo, a crise passa e você sobrevive”.

A TA entrou o ano de caixa cheio: “Gostamos de banco, mas para aplicar dinheiro, não para tomar”. Por conta do saneamento – que também envolveu refugar clientes que não traziam resultado – a TA atravessou 2007 com mesma receita de 2006 (R$ 150 milhões). “Em 2008 fomos para R$ 180 milhões, em 2009 iremos para R$ 200 milhões, com detalhe – tendo lucro”, enfatiza Celso Luchiari.

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