Continental Airlines testa combustível à base de alga marinha e pinhão

Empresa aérea norte-americana anunciou que realizou um vôo experimental com um Boeing 737-800 utilizando uma mistura de biocombustível à base de pinhão e alga marinha. Iniciativa está entre as pioneiras do uso de combustíveis renováveis na aviação comercial

E-commerce deve movimentar R$ 1 bilhão no Dia dos Namorados
Mercedes-Benz enfatiza segurança e tecnologia na FetransRio
Deutsche Post DHL fecha exercício de 2013 com € 55 bi de receita

A Continental Airlines, empresa aérea norte-americana que opera destinos no Brasil, anunciou esta semana que iniciou o ano de 2009 com uma iniciativa pioneira no uso de biocombustíveis na aviação comercial mundial. A empresa testou nesta quarta, 7 de janeiro, uma mistura que utiliza pinhão-manso e alga marinha.

O biocombustível alimentou um dos motores do Boeing 737-800 que realizou o vôo-teste realizado na quarta. Segundo a Continental, o vôo foi operado sem passageiros e movido por um combustível feito a partir de uma combinação de componentes que incluem derivados das plantas alga marinha e pinhão-manso, fontes sustentáveis, de segunda geração, que não apresentam nenhum impacto para plantações de alimento ou fontes de água, além de não contribuírem para o desmatamento.

Para realizar o projeto, a Continental fez parcerias com as empresas Boeing; com a CFM International, companhia pertencente aos grupos General Electric Company e Snecma; com a desenvolvedora de tecnologias de refinamento UOP, da companhia Honeywell; e com as provedoras de óleo Sapphire Energy (alga) e Terrasol (pinhão).

O vôo de demonstração com biocombustível foi o primeiro operado por uma companhia aérea comercial utilizando a alga marinha como fonte de combustível e o primeiro utilizando uma aeronave bimotor: um Boeing 737-800 equipado com motores CFM56-7B, da CFM International.

O combustível usado em um dos dois motores CFM é uma mistura formada por 50% de combustível tradicional para jatos e 50% do biocombustível feito com alga e pinhão-manso.

Operado sob um certificado experimental especialmente emitido, a aeronave foi tripulada por pilotos de teste da Continental, licenciados pela Administração Federal de Aviação americana (FAA). Sem passageiros a bordo, o plano de teste consistiu na operação do motor 2 (direito), com a mistura especial de combustível, incluindo aceleração e desaceleração, desligamento e re-ligamento do motor durante o vôo e outras manobras que fazem parte de procedimentos normais e atípicos.

A operação durou cerca de duas horas. Uma série de parâmetros foram registrados e uma análise de motor pós vôo contribuirão para definições que devem mostrar que o biocombustível é um substituto para combustível regular, sem nenhuma degradação de desempenho ou segurança, além de redução na emissão de carbono.

A Continental, junto com a Boeing, UOP e CFM, trabalharam por mais de nove meses em pesquisas, produção e testes do biocombustível, incluindo testes em laboratório e do motor funcionando no solo, para assegurar a conformidade com os rigorosos requerimentos de desempenho e segurança da aviação.

COMMENTS