TAM vê vôo doméstico e alta redução em 09

Atualmente, segundo Barioni, a TAM tem 52% do mercado nacional e 80% do mercado internacional. "Estamos bem posicionados nos dois mercados. Quando um não está aquecido, o outro está, e assim temos uma cesta de receitas."

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O presidente da TAM, David Barioni Neto, disse que com a elevação da cotação do dólar a empresa tende a compensar possíveis perdas de receita via aumento dos vôos domésticos. “Se no mercado internacional o dólar tende a atrapalhar, no nacional ajuda”. Atualmente, segundo ele, a TAM tem 52% do mercado nacional e 80% do mercado internacional. “Estamos bem posicionados nos dois mercados. Quando um não está aquecido, o outro está, e assim temos uma cesta de receitas.”

Barioni informou que, a despeito da crise financeira internacional, a companhia mantém o plano de investimentos de US$ 6,9 bilhões até 2018. Além disso, confirmou a criação de uma rota internacional no próximo ano, com destino à África do Sul. Ele disse ainda que até meados de março, quando acaba o período de alta temporada, as reservas “estão boas”.

“Temos de analisar isso [a crise], pois a crise vem. Tudo indica que o PIB seja de 3% a 5% em 2009, mas, por enquanto, não sentimos na curva de demanda qualquer retração”, contou. De qualquer forma, a TAM está se preparando para que, se houver algum tipo de retração, tenha ferramentas necessárias para reagir, com novos vôos, otimização da aérea e corte de custos.

O executivo disse ainda não ter conhecimento dos impactos que a liberação do piso do preço dos vôos internacionais possa ter para a companhia – a partir de janeiro, a redução dos preços das passagens pode ser de 20%, ou maior no longo prazo.

Internacional

A preocupação de Barioni para com o ano que vem não é injustificada. Ontem mesmo, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) divulgou que 31 companhias aéreas já foram suspensas do sistema de pagamento de US$ 360 bilhões da Iata. Além disso, a entidade soltou um relatório dizendo que as aéreas devem amargar novas perdas e cortar empregos em 2009. “O futuro é sombrio e a crise crônica de nossa indústria continua”, advertiu o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani. Em 2009, a associação prevê queda de 3% do transporte de passageiros, a primeira baixa desde 2001.

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