Produção de carro cairá 15% no 1º- trimestre

"As montadoras já estão apresentando as previsões de produção para o próximo ano, mas ainda não temos encomendas firmes de componentes. Todas as programações estão sendo alteradas semanalmente"

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A Remy Automotive, fabricante de autopeças, prevê uma queda de 15% na produção de automóveis no primeiro trimestre de 2009 em comparação ao mesmo período deste ano. “As montadoras já estão apresentando as previsões de produção para o próximo ano, mas ainda não temos encomendas firmes de componentes. Todas as programações estão sendo alteradas semanalmente”, disse à Gazeta Mercantil, Paulo Henrique Abramides Nielsen, diretor superintende da Remy Automotive do Brasil.

A empresa, que está instalada em Brusque (SC), teve uma queda de 75% nos pedidos em novembro o que forçou a demitir 13 empregados, de um total de 150 pessoas que mantém na fábrica – 100 pessoas estão na área de produção. Por causa da parada das montadoras a Remy vai dar férias coletivas aos seus empregados a partir do dia 5 deste mês e retorna às atividades dia 5 de janeiro.

Segundo Nielsen, a redução na produção de motores de partida foi decorrente da diminuição das compras feitas pela General Motors – o maior cliente da empresa no Brasil – que, desde outubro vinha sinalizando redução nos pedidos até decidir pelas férias coletivas. “Agora estamos registrando uma baixa de 30% nas encomendas da Ford e do Grupo PSA Peugeot Citroën, por causa das férias coletivas para o final do ano”, disse o diretor da Remy.

Da sua fábrica de Brusque, a Remy envia motores de partida para a unidade da GM de São José dos Campos (SP) e de Rosario (Argentina). O mesmo componente abastece as fábricas da Ford e da PSA.

A estimativa do diretor da Remy é que neste mês as vendas de automóveis continuem em baixa. “Será um mês parecido com novembro e o mercado deverá retomar a partir de fevereiro e março. Mesmo assim será bem difícil”.

Por causa da retração do mercado a Remy reduziu em 16,2% a previsão de produção de motores de partida neste ano. De 1,050 milhão de unidades o volume caiu para 880 mil peças (assim mesmo , 6% mais que em 2007, com 830 mil unidades). O faturamento saltará de US$ 42 milhões em 2007 para US$ 50 milhões neste ano.(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 1)(Sonia Moraes)

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