Ford crê que venda de caminhões terá apenas 5% de queda em 2009

A previsão é do diretor geral da Ford Caminhões, Oswaldo Jardim, que acredita em um mercado de 112 mil unidades, um decréscimo de 5% em relação a este ano, mas bem maior que a comercialização apurada em 2007, quando foram vendidas 98 mil caminhões

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As vendas de caminhões no Brasil não deverão se sustentar aos níveis deste ano em 2009. A previsão é do diretor geral da Ford Caminhões, Oswaldo Jardim, que acredita em um mercado de 112 mil unidades, um decréscimo de 5% em relação a este ano, mas bem maior que a comercialização apurada em 2007, quando foram vendidas 98 mil caminhões.

“Haverá uma queda, mas ainda é um mercado muito promissor. Vamos vender muitos caminhões. A expectativa é que nos primeiros meses de 2009 a queda nas vendas seja maior, mas janeiro e fevereiro, são tradicionalmente ruins em relação a comercialização de caminhões. A partir de março, acredito que o consumidor terá mais confiança e, dessa forma, o mercado irá se recuperar um pouco”, disse Jardim. Por essa razão, segundo ele, os investimentos previstos – de R$ 300 milhões na unidade de caminhões da Ford – estão mantidos neste período de turbulência da economia mundial.

“Vamos manter todos os nossos programas. A idéia é oferecer produtos que estejam no anseio do consumidor e vamos continuar neste caminho”, ressaltou.

Os investimentos programados pela Ford Caminhões, segundo Jardim, serão aplicados em novos produtos e na melhoria de produtividade na fábrica de São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. “Pela queda do mercado, verificada não somente no mercado brasileiro, mas também na América do Sul, é que adiamos o início do segundo turno de produção, marcado anteriormente para janeiro de 2009. Dependendo do comportamento do mercado podemos voltar a considerar esta possibilidade, ainda, no próximo ano”, disse o executivo.

Produção no ABC

Na unidade de São Bernardo neste ano serão produzidas perto de 36 mil unidades em um turno de produção. “A abertura de um segundo turno se justifica quando se tem uma produção entre 37 mil a 42 mil caminhões e neste momento, não avaliamos que teremos este mercado em 2009. Com a queda de 5% no mercado brasileiro e a estabilidade das vendas na Argentina, não chegaremos a este patamar”, disse Jardim. “É uma decisão que implica custos altos”.

A Ford deveria investir R$ 36,5 milhões na abertura do segundo turno de produção na fábrica de caminhões e contratar cerca de 400 funcionários. “O custo para acabar com um turno de produção é muito maior do que para abrir, pois, envolve também as despesas com demissões. Isso sem contar a perda de confiança na marca com essa medida. Por tudo isso decidimos por não iniciar o segundo turno em São Bernardo do Campo”, afirmou Jardim, durante o lançamento do Furgão Transit em Atibaia.

O novo segmento que a Ford Caminhões está entrando no Brasil (Transit) representará neste ano um volume de 22.836 unidades. A montadora prevê para o próximo ano uma comercialização total de 26.635 unidades neste nicho. A participação pretendida pela marca [e de 11% (ou a venda de 2,9 mil unidades).

O veículo urbano Transit para pequenas distâncias terá duas versões no País, carga e transporte de passageiros. Para o transporte de cargas terá duas opções – de 7,5 m3 de volume, com capacidade para transporte de 1,4 mil quilos, e 11 m3 de volume que transporta até 1,420 mil quilos de carga. Já na versão para transporte de passageiros, a Transit oferece 14 assentos.

“O veículo já é um sucesso na Europa, onde está presente há 43 anos. Então é um furgão que chega ao Brasil com toda a expertise do mercado europeu”, disse Jardim. A Transit, segundo ele, será importada da Turquia, onde a Ford produz por ano 300 mil unidades do veículo. “É o primeiro modelo que trazemos daquele país e, mesmo com o câmbio não tão favorável a esta medida, compensa a importação pelos custos de produção que são semelhantes aos do Brasil”, afirmou.

Preço da Transit

A produção local desse modelo, segundo Jardim, depende da aceitação da Transit pelo mercado da América do Sul. “Uma fabricação no Brasil implica em volumes altos de vendas e como na Turquia temos uma produção muito alta, ainda não há razão para fabricarmos aqui no Brasil”, disse Jardim.

O novo modelo brigará com a Ducato da Fiat, Sprinter da Mercedes-Benz e Master da Renault. O preço de entrada da Transit será de R$ 83.990.

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