Folha de pagamento encolhe, mas mantém alta

A variação negativa de outubro não chegou a interromper a trajetória de crescimento, como mostra o índice de média móvel de outubro (0,7%), medido entre os trimestres encerrados em setembro e outubro, que cresce há quatro trimestres consecutivos, acumulando ganho de 3,2%

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O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, descontado o efeito sazonal, ficou 0,2% menor em relação setembro, quando cresceu 2,7%. A variação negativa de outubro não chegou a interromper a trajetória de crescimento, como mostra o índice de média móvel de outubro (0,7%), medido entre os trimestres encerrados em setembro e outubro, que cresce há quatro trimestres consecutivos, acumulando ganho de 3,2%.

O valor da folha de pagamento real de outubro aumentou 5,1% na comparação com igual mês do ano anterior, apontando acréscimos nos quatorze locais pesquisados. A principal contribuição positiva veio de São Paulo (3,9%), refletindo, sobretudo, o incremento salarial em meios de transporte (6,1%), produtos de metal (18,2%) e minerais não-metálicos (25,1%). Em seguida, destacaram-se Minas Gerais (10,3%) e Paraná (10,5%), principalmente devido aos impactos de meios de transporte (24,5%), minerais não-metálicos (20,4%) e indústria extrativa (23,6%) no primeiro; e máquinas e equipamentos (34,7%) e alimentos e bebidas (13,8%), no segundo.

No ano, o indicador acumula expansão de 6,6%, mostrando em todos os locais acréscimos na folha de pagamento real. Nesse tipo de comparação, os impactos positivos de maior peso localizaram-se em São Paulo (7,5%), Minas Gerais (9,5%) e Paraná (8,3%). Tanto no estado paulista quanto no mineiro, o destaque coube a meios de transporte, com taxas de, respectivamente, 12,7% e 16,1%. No Paraná, a atividade de maior influência positiva foi máquinas e equipamentos (32,7%).

No corte por setores, 13 ampliaram o valor real da folha de pagamento. Entre esses, vale mencionar meios de transporte (12,9%), máquinas e equipamentos (9,4%), produtos químicos (10,5%) e produtos de metal (12,8%). Por outro lado, calçados e artigos de couro (-6,3%) e papel e gráfica (-3,1%) mostraram as maiores reduções. (Vanessa Stecanella – InvestNews)

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